Variedades • 14:01h • 10 de maio de 2026
Pacientes se afastam de consultórios por falta de empatia e consultas apressadas, aponta pesquisa
Estudo mostra que brasileiros estão buscando respostas na internet e até em ferramentas de IA após experiências negativas em atendimentos médicos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
A relação entre médicos e pacientes passa por uma transformação silenciosa no Brasil. Mais do que dificuldades financeiras ou falta de tempo, a qualidade da experiência dentro do consultório tem influenciado diretamente a decisão de muitos brasileiros de adiar consultas, trocar de profissional ou buscar informações fora do atendimento tradicional.
Um levantamento realizado pela plataforma Olá Doutor com 500 pessoas em diferentes regiões do país revelou que a falta de empatia e escuta ativa é hoje o comportamento médico que mais compromete a experiência dos pacientes.
Segundo a pesquisa, 47,6% dos entrevistados apontaram a postura pouco acolhedora dos profissionais como principal fator de insatisfação durante consultas. Na sequência aparecem a pressa no atendimento, citada por 42,8%, e os atrasos recorrentes, mencionados por 37,4% dos participantes.
Pacientes estão buscando respostas na internet após experiências ruins em consultas
Também surgem entre os problemas mais relatados diagnósticos pouco claros, minimização dos sintomas apresentados pelos pacientes e excesso de linguagem técnica durante o atendimento.
O resultado ajuda a explicar um movimento cada vez mais perceptível: muitos pacientes estão tentando encontrar respostas fora dos consultórios.
Internet e inteligência artificial viram alternativa para dúvidas de saúde
De acordo com o estudo, 53,2% dos entrevistados afirmaram ter recorrido à internet no último ano para esclarecer dúvidas relacionadas à saúde. Já 45,8% disseram ter utilizado ferramentas de inteligência artificial para buscar informações sobre sintomas, exames e funcionamento do próprio corpo.
Especialistas avaliam que esse comportamento não está ligado apenas à praticidade digital, mas também à sensação de não acolhimento durante parte dos atendimentos presenciais.
Trabalho aparece como principal barreira para cuidar da saúde
O levantamento também investigou os motivos que levam muitos brasileiros a reduzirem a frequência de consultas e exames preventivos. Embora 55,4% afirmem ter mantido acompanhamento médico regular no último ano, cerca de 4 em cada 10 entrevistados disseram ter procurado menos atendimento do que gostariam.
A principal barreira apontada foi a rotina profissional. Para 46,6% dos participantes, horários rígidos de trabalho, excesso de demandas e dificuldade de liberação dificultam a realização de consultas e exames.
Estudo revela os comportamentos médicos que mais afastam brasileiros do atendimento presencial
Questões financeiras, burocracia no agendamento, rotina de estudos e dificuldade de deslocamento também aparecem entre os principais obstáculos. Segundo Anderson Zilli, CEO da Olá Doutor, o cenário revela um desafio crescente para o sistema de saúde e para os próprios profissionais.
Experiência do paciente virou fator decisivo
Especialistas avaliam que a pesquisa reforça uma mudança importante no comportamento dos pacientes, que passaram a valorizar não apenas a competência técnica, mas também a forma como são tratados durante o atendimento.
Escuta, clareza nas explicações, atenção individualizada e acolhimento emocional aparecem cada vez mais associados à percepção de qualidade na medicina.
Nesse contexto, a experiência do paciente deixou de ser apenas um diferencial e passou a influenciar diretamente confiança, adesão ao tratamento e continuidade do acompanhamento médico.
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