Saúde • 10:14h • 23 de agosto de 2026
Os primeiros minutos podem fazer diferença: veja como agir enquanto o socorro não chega
Manter a vítima em segurança, acionar o atendimento especializado e evitar procedimentos sem conhecimento estão entre os cuidados que podem impedir o agravamento de acidentes e mal súbitos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Experta Media | Foto: Arquivo/Âncora1
Uma emergência de saúde exige decisões rápidas, mas agir sem conhecimento pode agravar o estado da vítima. Em acidentes ou mal súbitos, a orientação inicial é avaliar a situação, manter a pessoa em segurança e identificar a necessidade de acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ou o Corpo de Bombeiros. Enquanto o socorro não chega, procedimentos de primeiros socorros devem ser realizados somente quando houver conhecimento e técnica para executá-los.
As orientações da cartilha “Noções Básicas de Primeiros Socorros”, elaborada pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), reforçam que manter a calma também faz parte do atendimento. Além de ajudar a tranquilizar a vítima, isso permite observar melhor o ambiente e transmitir informações precisas aos profissionais de emergência.
Ao telefonar para pedir socorro, é necessário informar a localização exata, o número de pessoas envolvidas e o que aconteceu, como acidente de trânsito, queda, incêndio ou outro tipo de ocorrência. A existência de riscos adicionais, entre eles vazamentos de óleo ou gás, também deve ser comunicada.
Movimentar a vítima pode agravar algumas lesões
Até a chegada da equipe especializada, uma das principais precauções é impedir que a vítima seja removida ou manuseada desnecessariamente. Traumas na coluna e fraturas estão entre as situações que podem ser agravadas por movimentos inadequados.
O transporte em veículo particular exige cautela justamente por esse risco. Dependendo da emergência, a movimentação sem treinamento ou equipamentos apropriados pode piorar o quadro. Quando houver contato com o serviço de emergência, as orientações fornecidas pela equipe devem ser seguidas.
Quem permanece no local também pode ajudar mantendo o ambiente seguro e funcionando como elo entre a vítima e o atendimento especializado, repassando informações sobre o que ocorreu e possíveis mudanças no estado da pessoa.
Parada cardiorrespiratória exige resposta rápida
Em uma parada cardiorrespiratória, o material orienta posicionar a vítima deitada e realizar compressões no centro do peito, mantendo os braços estendidos e permitindo que o tórax retorne após cada movimento. A profundidade indicada para as compressões é de pelo menos cinco centímetros.
Dados citados do Departamento de Medicina de Emergência da Stony Brook University, em Nova York, indicam que, a cada minuto sem primeiros socorros, a chance de sobrevivência de uma vítima de parada cardiorrespiratória pode diminuir 10%. A rapidez para reconhecer a emergência e buscar atendimento, portanto, é determinante.
Nas fraturas, a recomendação é acionar o socorro especializado e manter o membro afetado imóvel. Quando houver exposição de tecido, o local deve ser protegido com compressas ou panos limpos. Não se deve tentar colocar o osso fraturado de volta à posição original.
Sangramentos, queimaduras e cortes também exigem cuidados
Em casos de hemorragia nasal, a orientação apresentada é manter a pessoa sentada, com a cabeça levemente inclinada para frente, respirando pela boca. As narinas devem ser pressionadas por cerca de dez minutos, e uma compressa fria pode ser aplicada sobre o nariz.
Para cortes, o local deve ser lavado com água limpa e sabão e protegido com gaze ou pano limpo. Ferimentos grandes ou profundos precisam de avaliação médica.
Em queimaduras, a gravidade e a extensão da lesão devem ser consideradas. O material orienta procurar um pronto-socorro quando a área atingida for grande.
Choque elétrico exige eliminar o risco antes de tocar na vítima
Em acidentes envolvendo eletricidade, aproximar-se imediatamente pode transformar uma vítima em duas. Antes de qualquer contato, a orientação é interromper a corrente elétrica pela chave-geral, evitando que outra pessoa também receba a descarga.
Afogamentos e desmaios igualmente exigem atenção. No caso de uma pessoa inconsciente após afogamento, o atendimento especializado deve ser acionado. Já diante de um desmaio, não se deve oferecer líquidos enquanto a pessoa estiver inconsciente, devido ao risco de aspiração.
Conhecer procedimentos básicos pode ajudar nos primeiros minutos de uma emergência, mas primeiros socorros não substituem avaliação e tratamento profissionais. Reconhecer os próprios limites, evitar intervenções improvisadas e acionar rapidamente o serviço adequado são cuidados essenciais para que uma tentativa de ajudar não provoque uma segunda complicação.
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