Economia • 09:54h • 21 de outubro de 2026
Open Finance não garante juros menores e exige atenção antes de autorizar dados bancários
Compartilhamento de dados entre bancos pode facilitar a comparação de serviços financeiros, mas não garante juros menores e exige autorização do consumidor
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria de Imprensa do Procon | Foto: Divulgação
O Open Finance permite que consumidores compartilhem informações financeiras entre bancos e outras instituições autorizadas para buscar melhores condições de crédito, financiamentos e serviços. Apesar das vantagens, o Procon-SP alerta, em orientação divulgada em outubro de 2026, que a adesão exige cuidados com a segurança dos dados e atenção a possíveis tentativas de fraude.
O sistema funciona mediante autorização do próprio consumidor, que pode permitir que uma instituição acesse informações mantidas em outra, como histórico de contas, cartões, empréstimos e investimentos. O compartilhamento é opcional, e o usuário escolhe quais dados serão disponibilizados, para qual instituição e por quanto tempo.
Entre os possíveis benefícios estão ofertas mais adequadas ao perfil financeiro e maior facilidade para comparar produtos bancários. Entretanto, o Procon-SP ressalta que aderir ao Open Finance não significa receber automaticamente juros menores ou condições mais vantajosas. Antes de contratar qualquer serviço, é importante verificar taxas, tarifas, prazos e o Custo Efetivo Total (CET), que reúne os encargos da operação.
Como evitar golpes envolvendo o Open Finance
Um dos principais cuidados é realizar qualquer autorização exclusivamente pelos aplicativos ou canais oficiais das instituições financeiras participantes.
O Procon-SP destaca que senhas, tokens e códigos de segurança não fazem parte dos dados compartilhados pelo sistema e nunca devem ser informados a terceiros. Mensagens por WhatsApp, SMS, e-mail ou redes sociais solicitando a ativação ou regularização do Open Finance podem ser tentativas de golpe.
Antes de autorizar o acesso, o consumidor deve conferir qual instituição receberá as informações, quais dados serão compartilhados, a finalidade da solicitação e o período de validade do consentimento.
A autorização também pode ser cancelada a qualquer momento. Caso identifique movimentações suspeitas, compartilhamento não autorizado ou cobranças indevidas, a orientação é procurar imediatamente a instituição financeira, registrar o atendimento e, se necessário, recorrer ao Procon, ao Banco Central ou às autoridades policiais.
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