Responsabilidade Social • 08:41h • 01 de abril de 2026
ONU: escravização de africanos foi maior crime contra humanidade
Resolução recebeu 123 votos favoráveis, incluindo o do Brasil
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: ONU/Divulgação
A Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução que reconhece o tráfico transatlântico de africanos escravizados como o mais grave crime contra a humanidade. O texto, aprovado pela maioria dos países, recomenda que os Estados-membros considerem apresentar desculpas oficiais e contribuam para um fundo voltado à reparação histórica.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou a necessidade de enfrentar as consequências da escravidão que ainda persistem, como desigualdade e racismo. Ele defendeu a remoção de barreiras que limitam o acesso de pessoas negras a direitos e oportunidades.
Durante cerca de quatro séculos, milhões de africanos foram sequestrados e vendidos como mercadorias em colônias europeias, prática que continuou mesmo após a independência de países como Brasil e Estados Unidos. O Brasil, que aboliu a escravidão apenas em 1888, foi o principal destino dessas pessoas, recebendo mais de 4 milhões de africanos escravizados.
A proposta foi apresentada pelo presidente de Gana, John Mahama, e recebeu 123 votos favoráveis, incluindo o do Brasil. Apenas três países votaram contra: Estados Unidos, Israel e Argentina. Outros 52 se abstiveram, principalmente nações europeias com histórico ligado ao tráfico de escravizados, além de países como Japão, Canadá e Austrália.
A presidente da Assembleia Geral da ONU afirmou que reconhecer essas injustiças é uma responsabilidade coletiva e um passo importante para a construção de um futuro mais justo. Segundo ela, o tráfico de pessoas escravizadas foi uma das maiores violações de direitos humanos da história.
Antes da votação, representantes dos Estados Unidos criticaram o texto, afirmando não reconhecer um direito legal a reparações por práticas que, à época, não eram consideradas ilegais pelo direito internacional.
A resolução também destaca a importância de medidas concretas de reparação, incluindo a devolução de bens culturais, obras de arte e documentos históricos retirados de países africanos ao longo do período colonial.
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