Variedades • 07:28h • 18 de agosto de 2026
Onda de calor coloca interior de SP em alerta e Estado reforça prevenção contra incêndios
Temperaturas podem ficar até 7ºC acima da média e chegar aos 40ºC em algumas cidades; operação reúne monitoramento por satélite, inteligência artificial, drones e reforço das equipes
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Governo de SP | Foto: Divulgação
Uma nova onda de calor prevista para atingir o Estado de São Paulo nesta semana aumenta a preocupação com incêndios florestais, baixa umidade e impactos à saúde. No interior, algumas regiões podem registrar temperaturas até 7ºC acima da média climatológica, com possibilidade de os termômetros alcançarem 40ºC. Diante do cenário, o Governo de São Paulo reforçou as ações de prevenção e criou um Gabinete de Crise para coordenar a atuação dos órgãos estaduais durante o período mais crítico.
Segundo a Defesa Civil, as temperaturas elevadas devem persistir até quarta-feira (19). Presidente Prudente, Araçatuba, São José do Rio Preto, Barretos, Franca e Ribeirão Preto estão entre as regiões com previsão de maior elevação, chegando a 7ºC acima da média. Na região de Marília, assim como em Bauru, Araraquara, Campinas e na Região Metropolitana de São Paulo, a diferença esperada varia de 3ºC a 5ºC.
O risco não está relacionado apenas ao desconforto provocado pelo calor. Temperaturas elevadas combinadas à baixa umidade e à vegetação seca criam condições favoráveis para o início e, principalmente, para a rápida propagação de incêndios.
Satélites, drones e inteligência artificial entram no combate
A estratégia envolve a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Fundação Florestal, Cetesb, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar Ambiental. Nas Unidades de Conservação, uma das ferramentas utilizadas é o programa Geointeligência Integrada para Proteção Ambiental.
O sistema combina imagens de satélite, drones equipados com sensores termais e inteligência artificial. Informações sobre temperatura, umidade, direção dos ventos e quantidade de vegetação seca são cruzadas para identificar cenários de maior risco e ajudar no posicionamento antecipado das equipes.
Nos parques urbanos estaduais, outra medida é a manutenção dos aceiros, faixas sem vegetação utilizadas como barreiras para dificultar o avanço das chamas. As equipes também recebem treinamentos para situações de incêndio e, diante de um foco, devem acionar imediatamente Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, orientar os frequentadores e isolar a área atingida.
Calor e fumaça também preocupam pela qualidade do ar
Outro ponto de atenção durante os períodos quentes e secos é a qualidade do ar. A Cetesb ampliou para 85 o número de estações de monitoramento no Estado e também aumentou o acompanhamento do material particulado fino, o MP2,5.
A preocupação cresce porque a baixa umidade e a fumaça provocada por queimadas podem piorar as condições atmosféricas. Os dados coletados pelas estações são atualizados em tempo real e integram o Boletim de Qualidade do Ar.
Para o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel PM Rinaldo de Araujo Monteiro, o momento exige cuidados tanto com incêndios quanto com a própria saúde. “Neste período, é fundamental que a população também faça a sua parte, evitando qualquer uso do fogo em áreas de vegetação, mantendo-se hidratada e acompanhando os alertas e as orientações dos canais oficiais”, orienta.
Operação contra incêndios vai até outubro
A fase vermelha da Operação SP Sem Fogo 2026 segue até outubro e prevê aproximadamente R$ 400 milhões em investimentos. Entre as tecnologias utilizadas estão o Painel de Inteligência SP Sem Fogo, com suporte de inteligência artificial, o sistema Muralha do Fogo e o monitoramento por satélite. A operação também conta com uma parceria com o Waze para auxiliar na detecção colaborativa de focos de incêndio.
Mais de 3 mil agentes multiplicadores foram capacitados e 613 municípios aderiram ao Plano de Contingência para Estiagem. Dos investimentos informados, R$ 90,4 milhões foram destinados pela Defesa Civil a equipamentos, R$ 19,3 milhões pela Fundação Florestal à proteção das Unidades de Conservação e R$ 288,9 milhões pelo DER-SP à manutenção preventiva das rodovias.
Durante a onda de calor, a orientação é não utilizar fogo para limpeza de terrenos nem jogar bitucas de cigarro em áreas com vegetação seca. Nas atividades rurais, os cuidados também devem ser reforçados. Para reduzir os efeitos das altas temperaturas sobre a saúde, a recomendação é manter hidratação frequente, evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes e reduzir atividades físicas ao ar livre nos períodos de calor mais intenso.
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