Saúde • 10:03h • 14 de maio de 2026
OMS descarta indícios de 'surto maior' de hantavírus
Até o momento, foram relatados 11 casos da doença, incluindo 3 óbitos
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
Ao comentar os casos de hantavírus registrados em um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou na terça-feira (12) que, até o momento, não há sinais de um surto de grandes proporções.
Segundo Tedros, embora a situação esteja sendo monitorada, não existem indícios de que os casos representem o início de uma disseminação mais ampla da doença. Ele alertou, no entanto, que o cenário ainda pode mudar devido ao longo período de incubação do vírus, o que pode levar ao aparecimento de novos casos nas próximas semanas.
Até agora, foram registrados 11 casos de hantavírus ligados ao navio MV Hondius, incluindo três mortes. Todos os infectados são passageiros ou integrantes da tripulação da embarcação.
De acordo com a OMS, nove dos casos foram confirmados como sendo da cepa Andes do hantavírus, enquanto outros dois seguem como casos prováveis.
Tedros informou ainda que não houve novos óbitos desde o dia 2 de maio, quando a OMS recebeu a notificação oficial sobre o surto. Segundo ele, todos os pacientes suspeitos ou confirmados foram isolados e permanecem sob acompanhamento médico rigoroso, o que reduz o risco de transmissão.
O diretor-geral destacou que os países para onde os passageiros foram repatriados agora são responsáveis pelo monitoramento individual de cada pessoa potencialmente exposta ao vírus.
A OMS também informou que acompanha relatos de outros pacientes com sintomas compatíveis com o vírus Andes e mantém contato com as autoridades sanitárias dos países envolvidos.
A recomendação do organismo internacional é que os passageiros do cruzeiro permaneçam sob monitoramento ativo por 42 dias após a última possível exposição ao vírus, registrada em 10 de maio. O acompanhamento pode ocorrer em instalações de quarentena específicas ou em isolamento domiciliar, até o dia 21 de junho.
Segundo a OMS, qualquer pessoa que apresentar sintomas deve ser imediatamente isolada e receber atendimento médico. Tedros afirmou que a entidade continuará trabalhando em parceria com especialistas e autoridades de saúde dos países afetados para acompanhar a evolução do caso.
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