Saúde • 08:03h • 19 de abril de 2026
OCDE: geração atual vive mais, mas com múltiplas doenças crônicas
Informações estão em relatório publicado na quarta-feira
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
As doenças não transmissíveis, como problemas cardíacos, câncer, diabetes e enfermidades pulmonares crônicas, estão transformando a dinâmica das sociedades. Hoje, elas atingem milhões de pessoas a mais do que nas gerações anteriores, e a tendência é de agravamento desse cenário.
Os dados fazem parte de um relatório divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que aponta que, embora as pessoas estejam vivendo mais, muitas convivem por longos períodos com múltiplas doenças crônicas.
Segundo o documento, essas doenças reduzem a qualidade de vida, encurtam a longevidade e impactam diretamente a capacidade de trabalho, o que eleva os custos com saúde e diminui a produtividade econômica. Ainda assim, grande parte desses efeitos poderia ser evitada com ações voltadas à redução de fatores de risco, diagnóstico precoce e melhoria no tratamento.
A análise destaca que investir em prevenção gera benefícios sociais e econômicos superiores ao tratamento tardio. Países que conseguem reduzir fatores como obesidade e tabagismo, por exemplo, tendem a salvar mais vidas e aliviar a pressão sobre os sistemas de saúde.
Apesar dos esforços ao longo das últimas décadas, a incidência dessas doenças continua em alta. Entre 1990 e 2023, os casos de câncer e de doença pulmonar obstrutiva crônica cresceram 36% e 49%, respectivamente, enquanto as doenças cardiovasculares aumentaram mais de 27%. Em 2023, uma em cada dez pessoas nos países da OCDE vivia com diabetes, e uma em cada oito com algum tipo de doença cardiovascular.
O aumento dessas condições está relacionado a três fatores principais: o crescimento da obesidade, que tem anulado avanços na redução de outros riscos; a maior sobrevida da população, que faz com que mais pessoas convivam por mais tempo com doenças crônicas; e o envelhecimento populacional, que amplia o número de indivíduos nas faixas etárias mais vulneráveis.
A OCDE alerta que, mesmo sem mudanças nesses fatores, o número de novos casos deve crescer 31% entre 2026 e 2050 apenas em função do envelhecimento da população. Além disso, a prevalência de pessoas com múltiplas doenças pode aumentar significativamente, elevando também os gastos com saúde por habitante.
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