Saúde • 12:38h • 10 de abril de 2026
O constrangimento do mau hálito pode esconder um problema maior
Condição atinge até 40% da população e pode estar ligada a doenças na boca, no sistema digestivo e até a alterações sistêmicas
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da CW Assessoria | Foto: Divulgação
O mau hálito, conhecido como halitose, voltou ao debate público após repercussão recente envolvendo um participante do Big Brother Brasil, mas o tema vai além do constrangimento social. A condição, que atinge entre 30% e 40% da população em algum momento da vida, pode indicar não apenas falhas na higiene bucal, mas também problemas de saúde mais amplos, segundo especialistas.
De acordo com o dentista Marcelo Fonseca, do Centro de Especialidades Odontológicas Capão Redondo, unidade gerenciada pelo CEJAM em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, a halitose é caracterizada por odores desagradáveis expelidos pela boca e possui múltiplas causas, que vão desde fatores bucais até condições clínicas mais complexas.
Entre os fatores mais comuns estão o acúmulo de saburra lingual, aquela camada esbranquiçada sobre a língua, doenças gengivais, períodos prolongados em jejum e consumo de determinados alimentos. O tabagismo também contribui de forma significativa, pois provoca ressecamento da boca, altera a flora oral e aumenta o risco de inflamações como gengivite e periodontite, que podem intensificar o mau odor.
Além das causas bucais, alterações no sistema digestivo também podem influenciar o quadro. Problemas como refluxo gastroesofágico, gastrite e outras condições estomacais estão entre os fatores associados, assim como doenças como diabetes, infecções e outras alterações clínicas que exigem investigação mais detalhada.
O especialista reforça que o mau hálito não deve ser tratado apenas como uma questão estética ou de higiene. Segundo ele, a condição pode funcionar como um sinal de alerta do organismo, indicando desequilíbrios que precisam ser avaliados com atenção e, em alguns casos, acompanhados por diferentes áreas da saúde.
Desafio está no próprio diagnóstico
Muitas pessoas não percebem alterações no próprio hálito ou evitam procurar ajuda por constrangimento, o que pode atrasar a identificação da causa e o início do tratamento. A orientação é buscar avaliação odontológica periódica e, quando necessário, complementá-la com exames e acompanhamento médico para investigação mais ampla.
Entre as medidas de prevenção e controle, estão a escovação após as refeições, o uso diário do fio dental e a higienização da língua com raspadores específicos ou com a escova. Manter boa hidratação, evitar longos períodos sem se alimentar e reduzir o consumo de alimentos com odor forte também contribuem para o controle do problema.
Para fumantes, a interrupção do uso do cigarro é uma medida importante, não apenas para reduzir o mau hálito, mas também para melhorar a saúde bucal e geral. O cuidado integrado entre dentistas e outros profissionais da saúde é apontado como fundamental para garantir diagnóstico correto e tratamento eficaz nos casos de halitose
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