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Variedades • 20:20h • 24 de março de 2025

O colapso da atenção: como o Tiktok e os Reels estão mudando seu cérebro sem você perceber

Neurocientistas e especialistas em comportamento digital explicam como o excesso de estímulos das redes sociais está reprogramando o cérebro de todas as gerações e alimentando um colapso global da atenção

Da Redação | Foto: Arquivo

Tiktok, vício e neurociência: o novo perfil da distração digital; por que você não consegue mais terminar um vídeo de 1 minuto
Tiktok, vício e neurociência: o novo perfil da distração digital; por que você não consegue mais terminar um vídeo de 1 minuto

Você abre um vídeo de 1 minuto e, antes mesmo de chegar aos 15 segundos, já deslizou para o próximo. No feed seguinte, um conteúdo mais chamativo surge, cortes rápidos, música alta, textos flutuando. Ainda assim, sua mente já não está mais ali. Essa cena, comum para quase todos os usuários de redes sociais atualmente, é reflexo de um fenômeno crescente e silencioso: o colapso da atenção.

A popularização de plataformas como TikTok, Instagram Reels e YouTube Shorts desencadeou uma transformação comportamental que afeta pessoas de todas as idades. A nova geração já nasceu imersa nesse ritmo, mas os impactos também atingem adultos e até idosos, que passaram a usar esses aplicativos com frequência, principalmente via Facebook e WhatsApp.

O que está por trás disso é uma combinação de fatores que envolvem neurociência, dopamina, vício digital e uma mudança na forma como o cérebro processa estímulos. Segundo especialistas, estamos vivendo uma era onde o conteúdo é projetado para capturar a atenção em milésimos de segundos e isso tem consequências profundas.

A dopamina como moeda do engajamento

Toda vez que um vídeo nos entretém, que uma notificação surge ou que algo novo aparece na tela, o cérebro libera dopamina — o neurotransmissor do prazer. Esse circuito de recompensa é o mesmo ativado em vícios como jogos, açúcar ou até drogas.

No ambiente das redes sociais, essa dopamina vem em pílulas constantes, rápidas e imprevisíveis. O algoritmo aprende o que te prende e entrega mais disso, promovendo um ciclo viciante. E como toda dependência, os efeitos colaterais aparecem: ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração e uma sensação contínua de tédio quando longe da tela.

Uma geração já formatada, outra sendo reprogramada

Para a Geração Alpha e parte da Z, não há uma "reprogramação" — esses jovens já chegam ao mundo digital com um cérebro adaptado a estímulos rápidos, interrupções constantes e baixa tolerância à espera. Muitos desenvolvem dificuldade em manter a atenção por mais de alguns minutos, inclusive na escola ou em interações presenciais.

Já entre os adultos e idosos, há uma verdadeira reprogramação neurológica em curso. Pessoas com 50, 60, 70 anos, que antes não tinham hábito de interagir com telas, hoje passam horas rolando vídeos curtos no TikTok ou no Facebook, sentindo os mesmos efeitos de distração e hiperestimulação que as gerações mais jovens.

O falso diagnóstico de TDAH

Com o aumento da exposição a esses estímulos, é comum que muitos adultos comecem a se identificar com os sintomas do Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). No entanto, especialistas alertam: nem todo mundo que se sente disperso ou “acelerado” tem TDAH. O que acontece, na maioria dos casos, é uma alteração no padrão de atenção causada pela sobrecarga sensorial das redes.

Essa confusão pode ser perigosa, pois banaliza o diagnóstico clínico de TDAH, ao mesmo tempo em que oculta o verdadeiro problema: o uso excessivo e descontrolado das plataformas digitais.

Solidão conectada

Apesar da promessa de conexão global, muitos usuários relatam sensações de vazio e solidão após longas jornadas em redes sociais. O cérebro é bombardeado por rostos, vozes, histórias, e mesmo assim, a experiência é passiva. Há interação, mas pouco vínculo.

Paradoxalmente, é possível manter contato com pessoas de círculos afetivos importantes, mesmo à distância, mas esse contato superficial muitas vezes não supre a necessidade de conexão real. Esse cenário tem aumentado os índices de isolamento, especialmente entre adolescentes e idosos.

Como retomar o controle

A boa notícia é que o cérebro pode ser reeducado. Algumas estratégias recomendadas por neurocientistas incluem:

  • Estabelecer horários limitados para uso de redes sociais;
  • Evitar o consumo de vídeos curtos em excesso;
  • Priorizar atividades offline que envolvam atenção contínua, como leitura e exercícios físicos;
  • Praticar meditação e técnicas de respiração para melhorar o foco;
  • Estimular conversas presenciais e conexões reais.

O colapso da atenção não é um destino inevitável, mas um alerta claro de que a forma como consumimos conteúdo digital precisa ser repensada. Em um mundo onde tudo compete pela sua atenção, conseguir se concentrar virou uma habilidade rara e talvez, a mais valiosa dos próximos anos.

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