Saúde • 10:27h • 14 de novembro de 2025
Número de enfermeiros no Brasil cresce 44% em cinco anos
Pandemia de covid-19 aumentou contratação de profissionais
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
Entre 2017 e 2022, o número de postos de trabalho em enfermagem no Brasil cresceu quase 44%, passando de cerca de 1 milhão para 1,5 milhão de vínculos. O dado, no entanto, não reflete o total de profissionais da área, já que um mesmo trabalhador pode ter mais de um vínculo.
As informações fazem parte do estudo “Demografia e Mercado de Trabalho em Enfermagem no Brasil”, divulgado pelo Ministério da Saúde na terça-feira (11). O levantamento mostra que a enfermagem reúne o maior número de postos da área da saúde no país, incluindo enfermeiros, técnicos e auxiliares.
O crescimento ocorreu em todos os níveis de atenção — básica, média e alta complexidade. A alta complexidade apresentou o maior aumento absoluto, passando de 635 mil postos em 2017 para quase 900 mil em 2022 (alta de 41%). Na atenção primária, o número subiu 39,2%, e na secundária, 39%.
As mulheres representam 85% da força de trabalho na enfermagem, e o setor público responde por 61,9% dos vínculos.
Durante a pandemia de Covid-19, entre 2020 e 2022, houve forte expansão nas contratações, principalmente no setor público. Segundo o ministério, a ampliação das equipes foi necessária para atender à demanda hospitalar, às UTIs e à vacinação em massa. Na atenção básica, o número de enfermeiros aumentou 42% e o de técnicos de enfermagem, 77%.
O levantamento também mostra que o crescimento foi generalizado em todas as regiões do país. O Centro-Oeste teve o maior aumento (57,3%), seguido de Nordeste (46,3%) e Norte (43,8%). O Sudeste registrou o menor índice, 34,9%, mas ainda concentra a maior parte dos postos de trabalho.
Cerca de 67% dos vínculos são formais, sob regime da CLT, enquanto o restante é composto por contratos estatutários, temporários ou autônomos.
A pesquisa reforça que profissionais de enfermagem representam a maior parcela da força de trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS), atuando em todas as etapas do cuidado — da prevenção ao atendimento em alta complexidade.
Em relação ao mercado de trabalho, a maioria das jornadas varia entre 31 e 40 horas semanais, com rendimentos médios entre dois e três salários mínimos (R$ 3.036 a R$ 4.554).
O estudo também aponta a expansão do ensino privado na formação técnica e superior em enfermagem, especialmente na modalidade a distância (EaD), que respondeu por 50,3% das vagas em 2022. O ministério avalia que, embora o aumento no número de alunos seja necessário, o crescimento acelerado da oferta em EaD requer atenção e regulação.
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