Mundo • 10:03h • 29 de março de 2026
NR-1 entra em vigor em dois meses e obriga empresas a agir sobre riscos psicossociais no trabalho
Nova exigência regulatória ocorre em meio a recorde de afastamentos por transtornos mentais e amplia responsabilidade das empresas sobre saúde emocional
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passa a exigir a gestão de riscos psicossociais no ambiente de trabalho, entra em vigor nos próximos dois meses e deve pressionar empresas de todos os portes a adotarem medidas estruturadas de adequação. A mudança ocorre em um cenário de agravamento da saúde mental no país, com recorde de afastamentos por transtornos mentais registrado em 2025.
Reconhecido pela Organização Mundial da Saúde desde 2019 como uma síndrome decorrente de estresse crônico no trabalho não gerido, o burnout passa a ocupar posição central no debate corporativo. A atualização da NR-1 reforça que fatores como sobrecarga, ambiente organizacional e gestão de demandas deixam de ser tratados como questões individuais e passam a integrar a gestão de riscos das empresas.
Levantamento da HR Tech Gupy aponta que cerca de 4 em cada 10 profissionais já identificam algum tipo de risco psicossocial no trabalho, incluindo ambientes tóxicos, excesso de demandas e jornadas prolongadas. Os dados mostram distribuição ampla do problema: 58,73% dos profissionais em pequenas empresas relatam exposição a esses riscos, índice semelhante ao observado em grandes empresas, com 58,85%.
Alguns setores concentram níveis mais elevados de exposição, como varejo, educação e marketing, áreas marcadas por pressão constante, metas agressivas e alta interação com o público. O recorte por gênero também evidencia desigualdade: 74% das mulheres relatam acúmulo de funções, fator que amplia o risco de esgotamento.
Dados adicionais de mapeamento conduzido pela Conexa e Zenklub, com mais de 10.800 respostas em 59 empresas, indicam que 93% das organizações apresentam alto risco relacionado à exigência contínua de concentração, atenção e memória, apontando para um padrão de sobrecarga cognitiva. Outros fatores recorrentes incluem ritmo intenso de trabalho, multitarefa, metas rígidas e ausência de pausas estruturadas.
Com a atualização da NR-1, empresas passam a ser obrigadas a identificar, monitorar e adotar medidas para reduzir esses riscos, com previsão de fiscalização a partir de 26 de maio de 2026. A mudança amplia a responsabilidade corporativa sobre a saúde mental dos trabalhadores e exige a implementação de indicadores, diagnósticos e planos de ação voltados à prevenção do adoecimento.
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