Saúde • 14:15h • 07 de janeiro de 2026
NR-01 em 2026: cinco pontos decisivos para as empresas garantirem conformidade neste ano
Mudanças entram em vigor em maio e exigem ajustes imediatos em gestão de riscos, saúde mental e cultura organizacional
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Com a vigência da NR-01 prorrogada para maio de 2026, empresas de todos os portes entram em um ano decisivo para adequação às novas exigências de saúde e segurança do trabalho. A norma, que estabelece as diretrizes gerais do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), passa a ganhar ainda mais relevância em um cenário marcado pelo aumento expressivo de afastamentos por transtornos mentais no país.
Dados do Ministério da Previdência Social indicam que, em 2024, mais de 472 mil licenças foram concedidas por ansiedade, burnout e depressão, alta de 68% em relação a 2023. O número reforça a urgência de as empresas tratarem riscos físicos e psicossociais de forma integrada, especialmente diante da consolidação dos modelos remoto e híbrido de trabalho.
Para Leandro Oliveira, diretor da Humand no Brasil, a NR-01 deixa de ser apenas uma obrigação normativa e passa a ocupar um papel estratégico dentro das organizações. Segundo ele, a norma funciona como base para uma gestão preventiva, capaz de proteger pessoas, reduzir passivos trabalhistas e melhorar o desempenho corporativo.
A seguir, o especialista destaca cinco pontos decisivos para que as empresas se preparem de forma segura e eficiente para a NR-01 em 2026.
NR-01 precisa ser tratada como gestão de risco corporativo
O primeiro passo é compreender que o GRO deve funcionar de forma semelhante a outros sistemas de gestão já consolidados, como compliance, finanças e segurança da informação. Isso significa identificar perigos, avaliar riscos, definir controles e acompanhar indicadores de forma contínua.
Segundo Oliveira, integrar dados de absenteísmo, turnover e clima organizacional ao inventário de riscos permite uma leitura mais estratégica. A visão sistêmica conecta segurança, produtividade e reputação, transformando o Programa de Gerenciamento de Riscos em ferramenta de tomada de decisão.
Tecnologia como aliada na comunicação e no treinamento
A NR-01 reforça a obrigatoriedade de capacitação contínua. Em um contexto no qual grande parte da força de trabalho não atua em frente a computadores, soluções digitais precisam ser acessíveis, assíncronas e adaptadas à realidade operacional.
Plataformas de treinamento e comunicação permitem registrar evidências, disparar trilhas de capacitação automaticamente e garantir que todos os trabalhadores recebam informações críticas. Para o especialista, a tecnologia deixa de ser suporte e passa a ser parte central do controle de riscos.
Rotina estruturada e critérios claros para o PGR
Inventário de riscos e plano de ação não podem ser documentos estáticos. A preparação para 2026 exige revisão periódica, critérios claros de priorização e padronização das evidências que comprovam execução, como registros de treinamentos, comunicados internos e políticas formais.
Oliveira destaca que a automação desses fluxos reduz retrabalho, facilita auditorias e evita atrasos. Workflows com responsáveis definidos, prazos e histórico de versões garantem rastreabilidade e maturidade na gestão.
Riscos psicossociais exigem abordagem técnica e governança
A norma amplia o olhar para riscos psicossociais, que precisam ser tratados como tema de gestão, não apenas de bem-estar. Isso envolve mapear fatores organizacionais como carga de trabalho, metas, jornada, liderança, assédio e conflitos, atuando diretamente nas causas.
O especialista ressalta a importância de estruturas claras de governança, com fluxos de apuração, acompanhamento e medidas preventivas. Ferramentas de escuta recorrente e canais estruturados de reporte ajudam a identificar áreas críticas antes que problemas se agravem.
Cultura de segurança e saúde precisa ser proativa
Por fim, a conformidade com a NR-01 passa pela construção de uma cultura organizacional que valorize a prevenção. Reportar riscos deve ser visto como comportamento positivo, sem medo de retaliações.
Segundo Oliveira, rotinas de escuta com devolutivas claras, reconhecimento de boas práticas e transparência no tratamento das demandas fortalecem a segurança psicológica. Soluções digitais mobile-first ampliam esse processo ao permitir relatos rápidos e acompanhamento do status das ações, fechando o ciclo de confiança entre colaboradores e empresa.
Com a proximidade do novo prazo, 2026 se consolida como o ano da virada para a NR-01. Empresas que se anteciparem tendem a reduzir riscos, melhorar o clima organizacional e fortalecer sua imagem institucional. As que deixarem para a última hora podem enfrentar dificuldades operacionais, jurídicas e reputacionais em um ambiente cada vez mais atento à saúde integral do trabalhador.
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