Economia • 11:37h • 31 de agosto de 2026
Novo Desenrola termina hoje: antes de fechar acordo, veja se a nova parcela realmente cabe no bolso
Prazo termina nesta segunda-feira, 31 de agosto; programa permite renegociar determinadas dívidas de pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lara Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Termina nesta segunda-feira, 31 de agosto, o prazo para adesão ao Novo Desenrola Brasil. O programa permite renegociar dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal contratadas até 31 de janeiro de 2026 e com atraso entre 91 dias e dois anos, para pessoas físicas com renda mensal de até cinco salários mínimos.
A oportunidade chega em um momento de endividamento elevado: o país registra 83,9 milhões de consumidores inadimplentes, o equivalente a 51% da população adulta, segundo dados da Serasa. Para quem conseguir um acordo neste último dia, porém, especialistas alertam que reduzir ou reorganizar a dívida é apenas a primeira parte do processo.
“A renegociação muda a dívida, mas não muda automaticamente a forma como o dinheiro é administrado. Se a família mantém a mesma estrutura de gastos que existia antes do acordo, a nova parcela pode se transformar rapidamente em outro problema”, afirma José Leonardo de Campos, especialista e cofundador da Plano Fintech.
Antes de fechar o acordo, a conta precisa caber
O primeiro cuidado é tratar a nova parcela como uma despesa fixa, ao lado das demais obrigações mensais. Isso significa calcular antes da contratação de onde sairá o dinheiro para pagá-la, em vez de depender de uma eventual sobra no fim do mês.
Se o acordo acrescentar R$ 300 às despesas mensais, por exemplo, é preciso identificar quais gastos poderão ser reduzidos para abrir esse espaço. Assinaturas pouco utilizadas, excesso de compras parceladas e despesas recorrentes estão entre os pontos que podem ser revistos.
Outro cuidado vem depois da regularização: recuperar o acesso ao crédito não significa que o orçamento já comporta novas dívidas. A orientação é priorizar o pagamento do acordo e reconstruir gradualmente uma reserva para imprevistos antes de assumir novos parcelamentos.
“Limpar o nome é uma etapa importante, mas recuperação financeira significa conseguir pagar a dívida renegociada sem criar outra”, explica Ricardo Hiraki, administrador, CEO e cofundador da Plano.
Com o prazo terminando hoje, a atenção não deve ficar apenas no desconto ou nas condições oferecidas. Uma renegociação vantajosa precisa resultar em uma parcela que possa ser mantida até o fim, evitando que a solução para uma dívida antiga se transforme em um novo atraso.
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