Educação • 13:09h • 20 de abril de 2026
Novo curso do ITA em Fortaleza prepara engenheiros para missões como a Artemis
Nova graduação acompanha demanda por profissionais capazes de integrar tecnologias em setores estratégicos como espaço, defesa e indústria
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da FAB | Foto: Divulgação
O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) vai oferecer um novo curso de graduação em Engenharia de Sistemas no campus de Fortaleza (CE), com foco na formação de profissionais preparados para atuar no desenvolvimento e gerenciamento de sistemas complexos. A proposta responde a uma demanda crescente por especialistas capazes de integrar diferentes áreas do conhecimento em projetos de alta complexidade tecnológica.
A Engenharia de Sistemas é voltada à organização, integração e coordenação de múltiplos subsistemas, uma lógica essencial em setores como o aeroespacial, defesa e indústria. A área exige visão ampla e capacidade de articulação entre diferentes frentes técnicas, garantindo que todos os componentes funcionem de forma integrada.
O que é Engenharia de Sistemas
A importância dessa abordagem ficou evidente em operações recentes, como a Missão Artemis II, da NASA, realizada em abril deste ano. A missão marcou o retorno de humanos à órbita da Lua após mais de 50 anos e envolveu a integração precisa de diversos sistemas, do foguete à espaçonave.
Segundo o pesquisador do Centro Espacial ITA (CEI), capitão engenheiro Bruno Henrique Flores dos Santos Mattos, a Engenharia de Sistemas permite organizar projetos complexos de forma estruturada. “Trata-se de decompor um sistema altamente complexo em partes menores e controláveis, além de garantir a integração entre elas”, explica.

Isso significa dividir grandes projetos em subsistemas, como propulsão, controle, comunicação e energia, que são desenvolvidos separadamente, mas precisam operar de forma sincronizada.
Aplicações estratégicas e impacto no Brasil
Essa lógica também se aplica à indústria, como no desenvolvimento de aeronaves, que envolve equipes especializadas em áreas como fuselagem, sistemas elétricos, aviônicos e controle de voo. A integração entre esses setores é fundamental para o funcionamento do produto final.
Para o reitor do ITA, professor doutor Antonio Guilherme de Arruda Lorenzi, a criação do curso acompanha uma necessidade estratégica do país.
Trajetória e atuação do ITA no setor espacial
O ITA já atua diretamente em projetos espaciais relevantes, o que reforça o contexto da nova graduação. O Brasil participa do Programa Artemis, e o instituto desenvolve o satélite SelenITA, que deve orbitar a Lua com o objetivo de estudar campos magnéticos e o comportamento da poeira lunar.
Outro destaque é o ITASAT II, uma constelação de três cubesats voltada ao monitoramento da ionosfera terrestre, com aplicações científicas e também no setor de defesa. O projeto inclui estudos sobre bolhas de plasma e tecnologias de geolocalização.
Além desses, o instituto já colocou em órbita o ITASAT-1, em 2018, e participou do projeto SPORT, lançado em 2022, voltado à análise da atmosfera superior e dos impactos de tempestades solares nas telecomunicações.
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