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Saúde • 15:30h • 02 de março de 2026

Novas diretrizes ampliam o tratamento de fibromialgia pelo SUS

Medidas incluem atividade física e suporte psicológico

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1

A fibromialgia não é uma doença inflamatória, ela gera uma disfunção dos neurônios ligados à dor, que se tornam excessivamente sensibilizados.
A fibromialgia não é uma doença inflamatória, ela gera uma disfunção dos neurônios ligados à dor, que se tornam excessivamente sensibilizados.

A fibromialgia é uma síndrome clínica que afeta entre 2,5% e 5% da população brasileira. Neste mês, o Governo Federal anunciou novas diretrizes para ampliar a visibilidade da doença e fortalecer as opções de tratamento por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o reumatologista José Eduardo Martinez, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, a fibromialgia provoca dor generalizada e persistente em todo o corpo, sem estar relacionada a lesões ou inflamações. Além da dor, é comum que o paciente apresente fadiga, alterações no sono e dificuldades cognitivas. Esse conjunto de sintomas caracteriza a síndrome.

Estudos publicados na revista Rheumatology e dados do National Institutes of Health (NIH) indicam que as mulheres representam mais de 80% dos casos, principalmente entre 30 e 50 anos. A causa da doença ainda não é totalmente conhecida, mas fatores hormonais e genéticos estão entre as hipóteses investigadas.

A fibromialgia não é inflamatória. Ela está associada a uma disfunção nos neurônios responsáveis pela percepção da dor, que se tornam excessivamente sensíveis. Entre os sintomas mais frequentes estão dor constante no corpo, cansaço, formigamento nas mãos e nos pés, distúrbios do sono como insônia e apneia, sensibilidade ao toque, cheiros e ruídos, além de alterações de humor, como ansiedade e depressão, e dificuldades de memória, concentração e atenção.

O diagnóstico é clínico, baseado no relato do paciente e na avaliação médica. Não existem exames específicos para confirmar a fibromialgia. Por isso, é fundamental um exame físico detalhado para descartar outras doenças que possam causar dor, como a artrose. A orientação é procurar um reumatologista ou buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde.

Em janeiro, a Lei 15.176/2025, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reconheceu a fibromialgia como deficiência. Com isso, pessoas com a síndrome passaram a ter acesso a direitos como cotas em concursos públicos, isenção de impostos na compra de veículos adaptados, aposentadoria por invalidez e auxílio-doença mediante perícia, Benefício de Prestação Continuada (BPC) para quem tem baixa renda e pensão por morte nos casos em que a incapacidade para o trabalho for comprovada.

O Ministério da Saúde também anunciou um plano estruturado para o tratamento da fibromialgia no SUS. A proposta prevê a capacitação de profissionais e atendimento multidisciplinar, com fisioterapia, apoio psicológico e terapia ocupacional, ampliando o acesso a acompanhamento especializado.

A prática regular de atividade física é considerada uma aliada importante no controle dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, tratamentos não medicamentosos são tão essenciais quanto o uso de remédios, que ajudam a regular a percepção da dor. Como muitos pacientes desenvolvem ansiedade e depressão, o acompanhamento integrado entre reumatologistas, psiquiatras e psicólogos é fundamental para garantir um cuidado mais completo e seguro.

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