Responsabilidade Social • 18:23h • 14 de janeiro de 2026
Nova Barbie com TEA é criada por pessoas autistas e chega ao Brasil em julho
Desenvolvida em parceria com a Autistic Self Advocacy Network, a novidade foi criada com participação direta de pessoas autistas e chega ao Brasil em julho
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria de Imprensa Inpress | Foto: Divulgação
A Mattel anunciou o lançamento da primeira Barbie com transtorno do espectro autista (TEA), marcando um novo avanço na estratégia de inclusão da marca. A boneca integra a linha Barbie Fashionistas e foi desenvolvida ao longo de mais de 18 meses em parceria com a Autistic Self Advocacy Network (ASAN), organização internacional dirigida por e para pessoas autistas. O produto chega ao mercado brasileiro em julho, com preço sugerido de R$ 119,99.
O lançamento reforça a proposta da Barbie de refletir a diversidade presente na sociedade contemporânea, oferecendo representações mais amplas e autênticas no universo dos brinquedos. A criação da boneca contou com pesquisas, escuta ativa e validação direta da comunidade autista, desde o conceito até os detalhes finais de design.
Segundo Jamie Cygielman, líder global de bonecas da Mattel, a iniciativa está alinhada ao propósito histórico da marca. Para a empresa, representar o mundo real e as múltiplas possibilidades de identidade é parte central do papel educativo e social dos brinquedos na infância.

Design intencional e representação sensorial
Cada elemento da Barbie com autismo foi pensado para refletir experiências reais vividas por pessoas no espectro. A boneca possui articulações nos cotovelos e pulsos, permitindo movimentos associados à autoestimulação, prática comum para autorregulação sensorial. O olhar levemente direcionado para o lado busca representar a forma como algumas pessoas autistas evitam o contato visual direto.
Entre os acessórios, estão incluídos um fidget spinner funcional, fones de ouvido com cancelamento de ruído e um tablet com aplicativo de Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA), ferramentas amplamente utilizadas para reduzir sobrecarga sensorial e ampliar formas de comunicação. As escolhas de vestuário também seguem critérios de conforto, com tecido especial, corte mais solto e sapatos baixos que facilitam a mobilidade.
Para Colin Killick, diretor executivo da ASAN, a parceria garante que a representação seja legítima e positiva. De acordo com a entidade, permitir que crianças e jovens autistas se vejam retratados de forma respeitosa contribui para autoestima, pertencimento e compreensão social.

Inclusão como diretriz permanente
A Barbie com autismo se soma a um portfólio que já ultrapassa 175 versões diferentes dentro da linha Fashionistas, incluindo bonecas com deficiência visual, Síndrome de Down, diabetes tipo 1, aparelhos auditivos e diferentes biotipos, etnias e estilos. A Mattel destaca que a ampliação dessas representações não é pontual, mas parte de uma diretriz contínua de inclusão no desenvolvimento de produtos.
Com a chegada da nova boneca ao mercado brasileiro, a expectativa é ampliar o debate sobre diversidade, acessibilidade e empatia desde a infância, usando o brinquedo como ferramenta de educação social e cultural.
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