Educação • 07:15h • 15 de setembro de 2026
Nota de São Paulo impede queda maior do Brasil no ranking mundial da educação
Estado superou a média nacional em leitura, ciências e matemática na avaliação aplicada a estudantes de 15 anos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Secretaria da Educação de SP | Foto: Divulgação
Uma simulação elaborada pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo com os resultados do Pisa 2025 indica que o Brasil perderia até quatro posições no ranking internacional caso as notas paulistas fossem retiradas do cálculo. Divulgada na terça-feira, dia 8, a avaliação da OCDE reuniu estudantes de 91 países e regiões nas áreas de leitura, ciências e matemática.
O maior impacto apareceria em leitura. O Brasil alcançou 408 pontos e ficou na 52ª posição, enquanto São Paulo registrou 434. Sem o desempenho paulista, a média nacional recuaria 7,4 pontos e o país cairia para o 56º lugar.
Em ciências, São Paulo somou 443 pontos, diante de uma média brasileira de 408,5. A retirada do estado reduziria o resultado nacional em 9,4 pontos e levaria o Brasil da 68ª para a 70ª posição. Em matemática, a nota paulista chegou a 404 pontos, enquanto a brasileira ficou em 376,8. Sem São Paulo, a queda seria de 7,6 pontos e de duas colocações, da 72ª para a 74ª.
Cálculo considera o número de matrículas
A média nacional não resulta de uma divisão simples entre as notas dos estados. O cálculo é ponderado pela quantidade de estudantes de 15 anos matriculados do sétimo ao nono ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, com base no Censo Escolar de 2025. A Secretaria afirma ter reproduzido essa metodologia para estimar o desempenho do país sem São Paulo.
As ciências foram o foco principal do Pisa 2025, com questões sobre interpretação de dados, avaliação de evidências e compreensão de fenômenos ambientais. Segundo a simulação estadual, São Paulo respondeu por aproximadamente três quartos do avanço brasileiro registrado nessa área entre 2015 e 2025. A alta nacional foi de 7,5 pontos, mas ficaria em 1,8 ponto sem o resultado paulista.
O secretário estadual da Educação, Renato Feder, atribuiu o desempenho à aproximação do currículo com competências cobradas pelo Pisa, como investigação científica, raciocínio lógico e pensamento crítico. Desde 2023, a rede ampliou aulas de língua portuguesa e matemática, reduziu de 11 para três os itinerários formativos do Ensino Médio e implantou tutorias para enfrentar defasagens de aprendizagem.
Avaliações diagnósticas realizadas no primeiro e no segundo semestre de 2026 apontaram que estudantes atendidos pela tutoria de língua portuguesa e matemática evoluíram entre 1,7 e 2,9 vezes mais rapidamente que a média regular, conforme dados divulgados pela Secretaria.
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