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Saúde • 08:38h • 29 de novembro de 2025

Nem herói, nem vilão: o que a ciência realmente sabe sobre o café e seus efeitos no organismo

Café é cultural, presente na rotina de milhões e cercado de mitos; estudos mostram benefícios potenciais, mas também riscos dependendo do consumo

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da PG1 | Foto: Arquivo/Âncora1

Café na saúde: o que é mito, o que é fato e o que a ciência ainda investiga
Café na saúde: o que é mito, o que é fato e o que a ciência ainda investiga

O café está entre as bebidas mais consumidas do planeta e ocupa um espaço simbólico no dia a dia das pessoas. Justamente por isso, vira e mexe aparece nas manchetes como herói ou vilão da saúde. Já foi acusado de aumentar pressão, causar dependência e até câncer, ao mesmo tempo em que estudos o apontam como aliado do coração, do fígado e até da longevidade.

Mas o que a ciência realmente sabe sobre ele?

O café é um composto complexo que vai muito além da cafeína. Reúne centenas de substâncias que interagem entre si e com o organismo, influenciando desde o sistema nervoso até o metabolismo. A cafeína, seu principal componente ativo, bloqueia receptores de adenosina no cérebro, promovendo alerta e reduzindo a sensação de cansaço. Essa ação, porém, não é neutra: pode elevar níveis de adrenalina, alterar a liberação de insulina e interferir no metabolismo da glicose, mexendo com processos importantes do corpo.

No sistema cardiovascular, o impacto também é ambíguo. A cafeína tende a aumentar a pressão arterial de forma transitória, efeito que diminui com o consumo habitual. Já os polifenóis presentes no café demonstram, em estudos, um potencial efeito protetor. O tipo de preparo também influencia: métodos sem filtro, como prensa francesa, retêm substâncias associadas ao aumento do colesterol.

Do café aos órgãos

O fígado é um dos órgãos mais citados em pesquisas recentes. Há evidências de que o café reduz riscos de fibrose e cirrose, possivelmente por efeitos anti-inflamatórios e metabólicos. Ainda assim, não há consenso sobre quais componentes exercem esse papel e até que ponto fatores comportamentais dos consumidores interferem nos resultados.

No cérebro, estudos observacionais relacionam o consumo à menor probabilidade de Parkinson e depressão, mas as conclusões não são definitivas. O que já é consolidado é que a cafeína, em horários inadequados ou em excesso, atrapalha o sono, aumenta a ansiedade e pode gerar dependência leve, com sintomas de abstinência quando o consumo é interrompido.

Restrições e cuidados

Na gestação, as recomendações são mais restritas. Como a cafeína atravessa a placenta e é metabolizada lentamente pelo feto, estudos indicam que doses elevadas podem aumentar riscos de baixo peso ao nascer e até perda gestacional. Por isso, entidades internacionais sugerem não ultrapassar duas xícaras diárias nesse período.

O metabolismo da cafeína varia amplamente. Fatores genéticos, uso de medicamentos e o tabagismo alteram a velocidade com que o fígado processa a substância. Essa diferença explica por que algumas pessoas tomam café à noite sem prejuízo do sono, enquanto outras ficam agitadas com apenas uma xícara pela manhã.

Ao fim, o consenso científico aponta para um equilíbrio: o café não é cura milagrosa nem ameaça garantida. É uma bebida rica, culturalmente relevante e prazerosa, que pode integrar uma rotina saudável desde que consumida com moderação e consciência. A chave está em reconhecer seus limites, evitar exageros e não transformar a bebida em solução para problemas clínicos.

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