Policial • 13:47h • 18 de agosto de 2026
Mulheres vítimas de violência em SP ganham mais caminhos para pedir ajuda 24 horas por dia
Estado chega a 379 espaços especializados e mantém alternativas digitais para registro de ocorrência, pedido de medida protetiva e acionamento da polícia em situações de emergência
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Governo de SP | Foto: Arquivo/Âncora1
Mulheres vítimas de violência doméstica em São Paulo contam atualmente com uma rede de 379 espaços especializados para buscar atendimento, além de canais digitais disponíveis 24 horas por dia. Segundo o Governo do Estado, a estrutura física cresceu 87% desde 2023 e reúne Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e salas instaladas em plantões policiais para ampliar o acesso ao atendimento especializado.
A rede conta com 144 DDMs e 235 Salas DDM 24h. Para quem não consegue ou não se sente segura para procurar uma unidade presencialmente, o registro também pode ser realizado pela Delegacia Eletrônica ou pelo aplicativo SP Mulher Segura.
Pelos canais digitais, é possível registrar ocorrência de violência doméstica, anexar imagens e vídeos e solicitar medida protetiva. O pedido de proteção é posteriormente encaminhado para avaliação da Justiça. Após o registro oficial, policiais civis entram em contato com a vítima.
Em uma situação de emergência ou de risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.
Atendimento especializado chegou a mais plantões policiais
A maior expansão desde 2023 ocorreu nas Salas DDM 24h. O número desses espaços cresceu 280%, chegando atualmente a 235 unidades. Foram abertas 173 salas no período: 15 em 2023, 75 em 2024, 18 em 2025 e outras 65 em 2026.
As salas funcionam dentro de delegacias com plantão 24 horas e foram criadas para aproximar o atendimento especializado das mulheres que vivem longe de uma DDM. Nesses locais, a vítima é atendida virtualmente por delegadas e outras profissionais mulheres, que fazem o registro da ocorrência e prestam orientações sobre a rede de proteção.
As DDMs físicas, por sua vez, passaram de 140 para 144 desde 2023, com novas unidades em Paulínia, Ferraz de Vasconcelos, Franco da Rocha e Atibaia. Do total, 20 funcionam durante as 24 horas, sendo sete na capital, duas na Grande São Paulo e 11 no interior.
A localização das Delegacias de Defesa da Mulher e das Salas DDM 24h pode ser consultada pela internet.
Aplicativo já soma quase 80 mil usuárias
Outra alternativa é o aplicativo SP Mulher Segura. Até agosto de 2026, a ferramenta contabilizava 79,9 mil usuárias ativas e 20,1 mil acionamentos do botão do pânico, média próxima de um acionamento por hora.
Quando utilizado, o botão gera uma ocorrência no Centro de Operações da Polícia Militar e permite o envio de uma viatura a partir da geolocalização da vítima. Pelo aplicativo também é possível solicitar medida protetiva e cadastrar uma pessoa de confiança como contato de emergência.
Após o atendimento da ocorrência, a Cabine Lilás pode entrar em contato para orientar sobre os serviços da rede de proteção disponíveis.
Denúncia pode ser feita sem sair de casa
Quem optar pelo registro pela internet pode utilizar a Delegacia Eletrônica da Polícia Civil de São Paulo, que disponibiliza as orientações para comunicar casos de violência doméstica.
Para a secretária estadual de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni, oferecer diferentes portas de entrada é importante para reduzir as dificuldades enfrentadas por quem decide procurar ajuda. “Nosso objetivo é facilitar o pedido de ajuda, reduzir as barreiras e garantir que essa mulher encontre uma rede preparada para acolhê-la e protegê-la, onde quer que ela esteja no estado de São Paulo”, afirma.
A estrutura faz parte do SP por Todas, que reúne políticas estaduais de segurança, saúde, acolhimento e autonomia econômica destinadas às mulheres.
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