Responsabilidade Social • 13:29h • 22 de março de 2026
Mulheres ainda enfrentam desigualdade no acesso e gestão da água, aponta ONU
Relatório da Unesco revela que mulheres são maioria na coleta de água, mas seguem fora das decisões no setor hídrico
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
As desigualdades de gênero continuam impactando a segurança hídrica no mundo, atingindo de forma mais intensa mulheres e meninas. Apesar de serem as principais responsáveis pela coleta de água, elas ainda têm pouca participação na gestão e em cargos de liderança no setor.
A constatação faz parte do Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, divulgado pela Unesco em nome da ONU-Água. O estudo mostra que, em mais de 70% dos lares rurais sem acesso a serviços adequados, são as mulheres que assumem a tarefa de buscar água.
Segundo o diretor-geral da Unesco, Khaled El-Enany, ampliar a participação feminina na governança hídrica é essencial para o desenvolvimento sustentável. Já o presidente da ONU-Água, Alvaro Lario, defende que homens e mulheres devem compartilhar a gestão da água como um bem comum.
Dia Mundial da Água e impactos sociais
O relatório foi divulgado às vésperas do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, e destaca que 2,1 bilhões de pessoas ainda não têm acesso seguro à água potável. Nesse cenário, mulheres e meninas são as mais afetadas.
Além do esforço físico, a responsabilidade pela coleta de água compromete o acesso à educação, ao trabalho e aumenta a exposição a riscos de saúde e violência. Estima-se que, diariamente, elas gastem cerca de 250 milhões de horas nessa atividade em todo o mundo.
A falta de infraestrutura sanitária também agrava a situação. Problemas relacionados à higiene menstrual, por exemplo, já levaram milhões de adolescentes a faltar à escola, ao trabalho ou a atividades sociais.
Desigualdade estrutural no setor hídrico
Mesmo com papel central no uso e gestão da água no dia a dia, as mulheres seguem sub-representadas em espaços de decisão. Questões como desigualdade no acesso à terra também influenciam diretamente essa realidade, já que, em muitos países, os direitos à água estão ligados à propriedade.
O relatório aponta que homens chegam a possuir o dobro de terras em comparação às mulheres, o que amplia a desigualdade econômica e limita o acesso feminino a recursos hídricos para produção e subsistência.
Recomendações para reduzir desigualdades
Para enfrentar o problema, a ONU recomenda eliminar barreiras legais e institucionais, ampliar a produção de dados sobre o tema, valorizar o trabalho não remunerado relacionado à água e investir na formação e liderança feminina no setor.
O documento reforça que garantir igualdade no acesso e na gestão da água não é apenas uma questão de justiça social, mas também um caminho para promover desenvolvimento sustentável e beneficiar toda a sociedade.
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