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Saúde • 08:41h • 27 de agosto de 2025

Mudanças climáticas aumentam risco de malária nas cidades brasileiras

Pesquisadores da USP alertam para a possível chegada ao Brasil do mosquito Anopheles stephensi, transmissor da malária e já presente em 14 países. A espécie, que se adapta bem ao ambiente urbano, pode transformar a doença em um problema também das grandes cidades

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1

Comércio marítimo pode facilitar o transporte do Anopheles stephensi para novas localidades
Comércio marítimo pode facilitar o transporte do Anopheles stephensi para novas localidades

As mudanças climáticas estão criando condições para que mosquitos transmissores de doenças se espalhem para novas regiões. Um estudo da USP mostra que o Brasil pode estar vulnerável à chegada do Anopheles stephensi, espécie invasora que transmite a malária e que já foi identificada em 14 países da África e da Ásia.

Diferente do Anopheles darlingi, que costuma circular em áreas de floresta, o novo mosquito se adapta muito bem às cidades. Ele coloca ovos em recipientes com água parada — como pneus, caixas d’água e latas — da mesma forma que o Aedes aegypti, vetor da dengue, zika e chikungunya.

Segundo o pesquisador André Luís Acosta, da Faculdade de Saúde Pública da USP, o maior risco de entrada no Brasil vem do transporte marítimo: ovos e até mosquitos adultos podem viajar em navios cargueiros. Como os portos estão em grandes centros urbanos, a ameaça é ainda maior.

“Se esse mosquito chegar, a malária pode deixar de ser restrita à Amazônia e se espalhar também pelas cidades”, explica Acosta.

O estudo alerta que 40% da população mundial já vive em áreas com condições climáticas favoráveis ao mosquito, número que pode subir para 56% até 2100, com o avanço das mudanças climáticas.

O que preocupa os especialistas

  • O mosquito pode se espalhar rapidamente nas cidades brasileiras, aproveitando a água parada.
  • O Brasil não possui um sistema de monitoramento específico nos portos para detectar a presença do vetor.
  • Sem prevenção, há risco de urbanização da malária, ampliando os casos da doença.

O que pode ser feito

Por enquanto, a principal medida de prevenção é a mesma usada contra a dengue: evitar água parada. Mas os pesquisadores defendem a criação de um plano nacional de vigilância nos portos, capaz de identificar o mosquito antes que ele se instale no país.

“O clima do Brasil é parecido com o dos países onde o mosquito já está presente. Se ele chegar aqui, a chance de se espalhar é enorme”, alerta Acosta.

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