• Quantas academias existem em Assis? Levantamento revela crescimento do setor fitness
  • Florínea recebe amistoso de futebol de base contra Tarumã neste sábado
  • Feira de adoção de cães e gatos acontece neste domingo em Marília
Novidades e destaques Novidades e destaques

Responsabilidade Social • 10:45h • 22 de dezembro de 2025

Método estatístico melhora previsão de risco de deslizamentos causados por chuvas

Estratégia formulada por pesquisadores da USP, em parceria com o Inpe, define os pesos de cada fator de contribuição objetivamente e foi validada com base nos inventários de deslizamento de São Sebastião, no litoral norte

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Defesa Civil

Segundo pesquisador, a abordagem tem potencial para monitorar e prevenir uma série de outros problemas ambientais, como incêndios, desmatamento, rebaixamento de solo e desertificação
Segundo pesquisador, a abordagem tem potencial para monitorar e prevenir uma série de outros problemas ambientais, como incêndios, desmatamento, rebaixamento de solo e desertificação

Um método estatístico relativamente simples pode prever com mais precisão o risco de deslizamentos de terra provocados por chuvas intensas, segundo estudo coordenado por pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP), em São Carlos, e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A estratégia foi testada a partir de um caso real: as tempestades que atingiram São Sebastião, no litoral norte paulista, em fevereiro de 2023.

Publicado na revista Scientific Reports, o estudo comparou o desempenho da nova abordagem com o método tradicionalmente utilizado nesse tipo de análise. De forma geral, a técnica avaliada apresentou resultados ligeiramente superiores, especialmente na classificação das áreas em diferentes níveis de suscetibilidade a deslizamentos.

“Embora os ganhos quantitativos sejam modestos, o método apresenta vantagens importantes, como a redução de ambiguidades e maior alinhamento com o comportamento real dos deslizamentos no território”, explica Rômulo Marques-Carvalho, doutorando do ICMC-USP e primeiro autor do artigo.

Nas avaliações de risco, um dos métodos mais utilizados é o AHP (Processo de Hierarquia Analítica, na sigla em inglês), que considera um conjunto de variáveis relevantes para o fenômeno analisado. No caso do estudo, foram avaliados 16 fatores, como elevação do terreno, inclinação das encostas, proximidade de rios e estradas e tipo de cobertura do solo.

No AHP tradicional, essas variáveis são comparadas em pares, com base também na avaliação subjetiva de especialistas. Já o estudo aplicou o chamado AHP Gaussiano, que substitui essas comparações por métodos estatísticos baseados na distribuição normal, conhecida como curva de Gauss.

“O método utiliza a média e o desvio-padrão para definir os pesos de cada fator de forma objetiva”, explica Cláudia Maria de Almeida, pesquisadora do Inpe e coautora do estudo. A lista de variáveis analisadas é a mesma nas duas abordagens, mas a forma de atribuir importância a cada uma muda.

São Sebastião foi escolhida para validar o método por ser um dos municípios paulistas mais suscetíveis a deslizamentos. A análise se baseou em imagens aéreas de alta resolução feitas após os desastres de 2023, complementadas por registros das plataformas Google Earth e PlanetScope. Foram identificados 983 pontos iniciais de deslizamento e 1.070 áreas de cicatriz, que delimitam as regiões afetadas.

Com base nesses dados, o AHP Gaussiano classificou 26,31% da área estudada como de suscetibilidade muito alta, frente a 23,52% apontados pelo AHP tradicional, indicando melhor capacidade de previsão. O novo método também alterou o peso relativo das variáveis: enquanto o AHP clássico destacou a inclinação e a posição das encostas, o AHP Gaussiano apontou a geomorfologia e a proximidade de rios e estradas como fatores mais relevantes.

“A proximidade de estradas é importante porque a construção em áreas de relevo acidentado envolve cortes e aterros que aumentam a instabilidade das encostas”, observa Almeida.

O estudo, apoiado pela FAPESP, indica que a abordagem pode ser aplicada também a outros problemas ambientais, como incêndios florestais, desmatamento, rebaixamento do solo e desertificação. Segundo os pesquisadores, o método é simples de implementar e pode ser usado por prefeituras com dados geoespaciais básicos e softwares livres de geoprocessamento, contribuindo para ações de monitoramento e prevenção em um cenário de eventos climáticos cada vez mais extremos.


Últimas Notícias

Descrição da imagem

Cidades • 10:39h • 07 de março de 2026

Curso gratuito para gestantes está com inscrições abertas em Palmital

Programa “Sementes de Amor” oferece encontros semanais de preparação para a chegada do bebê

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 10:04h • 07 de março de 2026

Estudo brasileiro alerta para degelo acelerado nas calotas polares

Cidades costeiras precisam se preparar para mudanças climáticas

Descrição da imagem

Educação • 09:53h • 07 de março de 2026

Estudantes de Direito da FEMA participam de palestra sobre preparação para o Exame da OAB

Roda de conversa abordou estratégias de estudo, controle emocional e arrecadou doações para instituição de idosos em Assis

Descrição da imagem

Economia • 09:18h • 07 de março de 2026

Etanol ou gasolina: como descobrir qual combustível é mais barato para o seu carro agora em março

Veja o cálculo certo para não jogar dinheiro fora

Descrição da imagem

Saúde • 08:42h • 07 de março de 2026

Tumores cerebrais: sintomas ignorados ainda atrasam diagnóstico no Brasil

Sintomas confundidos com estresse, enxaqueca ou ansiedade podem atrasar a identificação da doença e comprometer o tratamento

Descrição da imagem

Saúde • 08:07h • 07 de março de 2026

Genética ajuda a explicar transtornos mentais e pode mudar diagnósticos no futuro

Maior estudo já feito sobre o tema mostra que 14 condições psiquiátricas compartilham bases genéticas e podem ser organizadas em cinco grandes grupos

Descrição da imagem

Variedades • 20:41h • 06 de março de 2026

Aclive ou declive? Entenda como a topografia do terreno muda totalmente o projeto da casa

Arquitetos explicam como a inclinação do terreno influencia a casa, o custo da obra e as soluções de arquitetura

Descrição da imagem

Esporte • 19:05h • 06 de março de 2026

Brasil garante vaga na Copa Mundial de Futebol Unificado em Paris

Seleção formada por atletas com e sem deficiência intelectual representará o país na competição da Special Olympics entre 5 e 11 de julho

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar