Saúde • 15:15h • 21 de outubro de 2026
Ministério da Saúde libera nove medicamentos oncológicos e prepara teste para câncer de intestino
Medida deve beneficiar mais de 116 mil pacientes; Ministério da Saúde também anuncia testes para rastreamento do câncer de intestino a partir de novembro
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do MS | Foto: Divulgação
O Ministério da Saúde iniciou nesta semana a oferta de nove medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS), destinados ao tratamento de diferentes tipos de câncer, incluindo mama, próstata, pulmão, rim e linfomas. A medida contempla 13 indicações terapêuticas e tem previsão de beneficiar mais de 116 mil pacientes. A distribuição começa em 20 centros especializados de 17 unidades da federação, incluindo São Paulo, com expansão prevista para os demais serviços do país até o fim de 2026.
Entre os medicamentos está o abemaciclibe, utilizado em determinados casos de câncer de mama e cujo tratamento pode custar R$ 366 mil na rede privada. Também estão incluídos o pazopanibe, para câncer renal metastático, e o trastuzumabe, que já era utilizado no SUS contra o câncer de mama e passa a ter indicação ampliada para determinados casos de câncer de estômago.
A lista contempla ainda rituximabe, abiraterona, gefitinibe, sunitinibe, acetato de lanreotida e alfatirotropina, utilizados conforme o tipo de tumor e as condições clínicas de cada paciente. Os tratamentos podem contribuir para aumentar a sobrevida, melhorar a qualidade de vida e, em situações específicas, reduzir o risco de retorno da doença.
Segundo o Ministério da Saúde, a aquisição desses nove medicamentos terá custo anual estimado em R$ 155,4 milhões. A previsão é disponibilizar 23 novos fármacos oncológicos até dezembro, ampliando em 35% as alternativas de tratamento na rede pública.
SUS terá exame para rastrear câncer de intestino
Outra novidade é a distribuição de 400 mil testes para rastreamento do câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino. A implementação começará gradualmente em novembro, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes.
O exame será destinado a homens e mulheres de 50 a 75 anos que não apresentam sintomas. Conhecido como teste imunoquímico fecal (FIT), ele identifica pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, que podem indicar alterações intestinais e a necessidade de investigação.
O procedimento é simples e não invasivo. Quando o resultado indicar alguma alteração, o paciente poderá ser encaminhado para colonoscopia, exame utilizado para investigar a presença de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou tumores.
Diagnósticos e cirurgias também terão investimentos
O Ministério da Saúde anunciou ainda a ampliação do financiamento de exames, biópsias e procedimentos oncológicos. Entre as medidas está a destinação de R$ 46 milhões anuais para cirurgias videotorácicas, técnica menos invasiva utilizada principalmente no tratamento do câncer de pulmão.
Também estão previstos reajustes nos valores pagos pelo SUS para tratamentos e exames especializados, com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento e reduzir a espera por diagnósticos.
As medidas integram o programa Agora Tem Especialistas, criado para ampliar o acesso da população a consultas, exames e tratamentos especializados na rede pública.
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