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Mundo • 20:16h • 22 de janeiro de 2026

Metanol em bebidas adulteradas preocupa especialistas às vésperas do Carnaval

Especialistas alertam para efeitos do consumo excessivo e para o perigo do metanol, substância tóxica que pode estar presente em bebidas adulteradas, especialmente durante a folia

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Medellin Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1

Carnaval à vista acende alerta para riscos do álcool e de bebidas adulteradas
Carnaval à vista acende alerta para riscos do álcool e de bebidas adulteradas

Com a aproximação do Carnaval, período marcado pelo aumento do consumo de bebidas alcoólicas em festas, blocos e confraternizações, especialistas em saúde reforçam um alerta importante: além dos impactos do excesso de álcool no organismo, há risco real associado ao consumo de bebidas adulteradas com metanol, uma substância altamente tóxica e potencialmente fatal. O tema ganha relevância após registros recentes de intoxicações e mortes no país, mantendo o assunto no centro do debate de saúde pública às vésperas da maior festa popular do Brasil.

De acordo com especialistas do DB Diagnósticos, o consumo elevado de álcool em períodos concentrados, como ocorre no Carnaval, pode provocar alterações significativas no organismo, mesmo quando não há sintomas imediatos. O fígado é um dos órgãos mais afetados, mas pâncreas e metabolismo também podem sofrer sobrecarga.

“O álcool é metabolizado principalmente no fígado, e o consumo excessivo pode causar inflamação hepática, alterações enzimáticas e sobrecarga metabólica. Muitas dessas mudanças só são percebidas por meio de exames laboratoriais”, explica a médica patologista clínica Maria Gabriela de Lucca Oliveira.

Exames ajudam a identificar danos após a folia

Após períodos de ingestão elevada de bebidas alcoólicas, exames laboratoriais são fundamentais para avaliar como o organismo reagiu. Entre os principais estão as dosagens de TGO (AST) e TGP (ALT), que indicam possíveis alterações ou lesões hepáticas, e a Gama-GT, considerada um marcador sensível ao consumo frequente ou elevado de álcool.

A análise das bilirrubinas contribui para a avaliação da função do fígado, enquanto exames de triglicerídeos e colesterol ajudam a identificar alterações no metabolismo das gorduras. Já a glicemia permite verificar interferências no metabolismo da glicose, e as dosagens de amilase e lipase auxiliam na avaliação do funcionamento do pâncreas. A identificação precoce dessas alterações permite orientar mudanças de hábitos antes que o quadro evolua para problemas mais graves.


Atenção redobrada ao risco do metanol

Além dos efeitos conhecidos do álcool, o Carnaval exige cuidado extra com a procedência das bebidas consumidas. O metanol, diferente do etanol, não é próprio para consumo humano e pode estar presente em bebidas adulteradas ou de origem desconhecida. Por não ter gosto ou cheiro facilmente perceptíveis, o risco aumenta em drinks preparados fora de ambientes controlados.

“O metanol é extremamente tóxico e pode provocar náuseas intensas, tontura, alterações visuais, danos neurológicos e, em casos mais graves, risco de cegueira e morte. Muitas vezes, os sinais iniciais podem ser confundidos com uma ressaca comum”, alerta a especialista.

A confirmação da intoxicação por metanol depende de exames laboratoriais específicos, que são decisivos para um diagnóstico rápido e para o início imediato do tratamento. Sintomas persistentes após o Carnaval, como cansaço intenso, mal-estar prolongado, dor abdominal ou alterações visuais, não devem ser ignorados.

LEIA TAMBÉM: Atenção bares e restaurantes: conheça o treinamento que ensina a identificar bebidas adulteradas

Cuidados simples podem reduzir riscos

Após os dias de folia, algumas medidas ajudam a reduzir riscos à saúde, como manter boa hidratação, evitar o consumo de álcool por alguns dias, priorizar uma alimentação equilibrada e nunca ingerir bebidas de procedência desconhecida. A orientação médica deve ser buscada sempre que os sintomas ultrapassarem o esperado para uma ressaca comum, especialmente em pessoas com histórico de doenças hepáticas ou metabólicas.

Em um período de celebração e descontração, a informação correta pode fazer a diferença entre a diversão segura e riscos graves à saúde.

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