Saúde • 16:51h • 02 de maio de 2026
Metade dos hipertensos não sabe que tem a doença e descobre só após complicações
Sem sintomas claros, pressão alta avança silenciosamente e já atinge até jovens e crianças
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da SemFronteiras Assessoria | Foto: Divulgação
A hipertensão, conhecida como “inimiga silenciosa”, segue avançando sem dar sinais em grande parte dos casos. No Brasil, cerca de 24% da população adulta vive com pressão alta, mas o dado mais preocupante é que metade dessas pessoas não sabe que tem a doença.
A ausência de sintomas claros faz com que o diagnóstico muitas vezes só ocorra após complicações mais graves, como infarto ou AVC.
Doença silenciosa já aparece antes dos 35 anos
Segundo o cardiologista Vinícius Marques Rodrigues, o perfil dos pacientes vem mudando. Embora a hipertensão seja mais comum após os 35 anos, fatores como estresse, sedentarismo e má alimentação têm antecipado o surgimento da doença.
Casos em jovens adultos e até em crianças, ainda que menos frequentes, já fazem parte da rotina dos consultórios. O estilo de vida atual, marcado por alta carga de ansiedade e hábitos alimentares inadequados, é apontado como principal gatilho para esse avanço.
Diagnóstico depende de um hábito simples
A forma mais eficaz de identificar a hipertensão continua sendo a mais básica: medir a pressão regularmente. A recomendação é que pessoas acima de 20 anos façam a aferição ao menos uma vez por ano, mesmo sem sintomas.
Quem tem histórico familiar, sobrepeso ou outros fatores de risco deve seguir orientação médica para monitoramento mais frequente.
Quando aparecem, os sinais costumam surgir apenas em níveis mais elevados da pressão, com sintomas como dor de cabeça persistente, tontura, zumbido no ouvido, dor no peito e visão embaçada.
Prevenção está diretamente ligada ao estilo de vida
A genética influencia, mas não determina sozinha o desenvolvimento da doença. Hábitos diários têm papel decisivo no controle da pressão arterial.
O consumo excessivo de sal, alimentos ultraprocessados, sedentarismo e tabagismo estão entre os principais fatores de risco. Em contrapartida, alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos ajudam a reduzir significativamente as chances de desenvolver hipertensão.
O diagnóstico precoce é considerado essencial para evitar complicações graves, já que a doença pode evoluir por anos sem ser percebida.
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