Saúde • 09:19h • 31 de agosto de 2026
Meta é 95%, mas cobertura contra sarampo chega a apenas 7% em cidade de São Paulo
Serra Azul registrou 7% de cobertura da primeira dose no primeiro semestre, enquanto Ribeirão Preto teve o menor índice entre municípios com mais de 100 mil habitantes
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Divulgação
Um levantamento da ImpulsoGov com dados do Ministério da Saúde acendeu um alerta para a vacinação contra o sarampo no Brasil. No primeiro semestre de 2026, municípios de diferentes regiões ficaram bem abaixo dos 95% de cobertura recomendados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) para a primeira dose da tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. Os menores índices aparecem justamente em cidades paulistas.
Entre todos os municípios analisados, Serra Azul (SP) registrou a menor cobertura, com apenas 7%. Foram três doses aplicadas diante de uma população-alvo estimada em 45 crianças. Capela de Santana (RS) e Portão (RS) aparecem em seguida, ambas com 10%.
São Paulo volta a aparecer quando o levantamento considera apenas municípios com mais de 100 mil habitantes. Ribeirão Preto teve a menor cobertura desse grupo, com 37%, resultado de 1.377 doses diante de uma meta de 3.711 crianças. Sertãozinho (SP) aparece na sequência, com 46%.
Quatro cidades paulistas aparecem entre os piores resultados
No ranking geral das dez menores coberturas, São Paulo possui duas cidades: Serra Azul, com 7%, e Artur Nogueira, com 12%.
Entre municípios com mais de 100 mil habitantes, são três paulistas entre os quatro primeiros: Ribeirão Preto (37%), Sertãozinho (46%) e Santo André (54%). Simões Filho, na Bahia, aparece na terceira posição, com 53%.
Os percentuais não representam a população inteira de cada município. Para a primeira dose, o cálculo considera como população-alvo as crianças de 12 meses. Os registros também são atribuídos à cidade onde a criança mora, mesmo que ela tenha recebido a vacina em outro município.
A ImpulsoGov ressalta ainda que os dados de janeiro a junho podem sofrer alterações devido ao tempo de registro e envio das informações pelos sistemas de saúde. Municípios que apareceram com nenhuma dose registrada foram retirados dos rankings diante da possibilidade de subregistro.
Segunda dose revela outro ponto de atenção
O levantamento também analisou a segunda dose da tríplice viral, recomendada aos 15 meses. Em algumas cidades, a cobertura cai ainda mais. Capela de Santana passa dos 10% registrados na primeira dose para 1% na segunda, enquanto Serra Azul aparece com 4%.
Entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, Ribeirão Preto novamente registra o menor resultado, agora com 31%. Franca, também em São Paulo, aparece em seguida, com 38%.
“O primeiro ano de vida concentra uma série de consultas e vacinas, mas depois dos 12 meses a frequência das crianças nos serviços de saúde tende a diminuir. Isso pode fazer com que algumas famílias adiem ou esqueçam doses importantes”, explica Juliana Ramalho, gerente de Saúde Pública e Relações Governamentais da ImpulsoGov.
A preocupação ocorre em um momento em que o país precisa preservar altas coberturas para evitar a circulação do vírus. O Brasil recuperou em 2024 o certificado de eliminação da circulação endêmica do sarampo concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde. Segundo os dados apresentados no levantamento, 24 casos da doença já foram registrados no país em 2026, ante 38 confirmados durante todo o ano de 2025.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Educação
Quem são os alunos de Assis, Cândido Mota e Florínea que conquistaram intercâmbio internacional: veja a lista
Jovens de oito municípios estudarão no Canadá, na Irlanda e na Nova Zelândia pelo Prontos pro Mundo e devem entregar documentos até 21 de setembro