Responsabilidade Social • 17:28h • 31 de janeiro de 2026
Maus-tratos a animais crescem no Brasil e caso Orelha impulsiona mobilização nacional
Com média de 13 novos processos por dia em 2025, dados do CNJ apontam alta de denúncias e reacendem debate sobre fiscalização e políticas públicas
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Agência Voz | Foto: Arquivo/Âncora1
O Brasil registrou em 2025 uma média de 13 novos processos judiciais por maus-tratos a animais por dia, totalizando quase 5 mil ações ao longo do ano, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça. O volume representa um aumento superior a 20% em relação a 2024 e um crescimento de aproximadamente 1.400% na comparação com 2021, indicando a ampliação de registros formais e a persistência da violência contra animais no país.
Os números ganharam repercussão nacional após a morte do cão comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis. O caso mobilizou protestos e atos públicos em diversas capitais, com manifestações programadas para o fim de semana. Em Brasília, a mobilização ocorre neste sábado (31), às 16h, no bairro Sudoeste. No Rio de Janeiro, estão previstos dois atos no domingo (1º), às 10h no Aterro do Flamengo, no Monumento aos Pracinhas, e às 16h no Posto 2 de Copacabana. Em São Paulo, a concentração será às 10h, no vão do Masp. Outras capitais, como Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Salvador, também têm manifestações confirmadas.
Orelha tinha 10 anos e era conhecido pela vizinhança da região onde vivia, em abrigos comunitários mantidos por comerciantes locais. Após ser encontrado ferido, foi levado a uma clínica veterinária, mas não resistiu. O caso gerou comoção e ampliou a cobrança por respostas das autoridades.
A investigação policial identificou quatro adolescentes como suspeitos. Dois permanecem em Florianópolis e outros dois estão em viagem aos Estados Unidos. A polícia também apura uma tentativa de afogamento de outro cão, chamado Caramelo, na mesma região. Além disso, três adultos foram indiciados por coação de testemunha, incluindo parentes dos investigados.
Mesmo com o endurecimento da legislação em 2020, que passou a prever pena de até cinco anos de prisão para crimes de maus-tratos contra cães e gatos, os registros seguem em alta. Para entidades de proteção animal, o cenário reflete tanto o aumento das denúncias quanto a continuidade da violência, especialmente em áreas urbanas.
A mobilização nacional busca ampliar a visibilidade do problema e pressionar por ações mais efetivas. Entre as reivindicações estão políticas públicas específicas, fiscalização contínua e aplicação rigorosa das penalidades previstas em lei, de forma a reduzir a reincidência e garantir maior proteção aos animais.
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