Saúde • 13:00h • 03 de março de 2026
Março Azul Marinho reforça alerta sobre tumor que soma 53 mil casos ao ano
Exame simples pode prevenir câncer que é 2ª maior causa de morte oncológica
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da RPMA | Foto: Divulgação
O câncer colorretal, que atinge o cólon e o reto, ocupa hoje uma das posições mais críticas na saúde pública brasileira. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que a doença já é o segundo tipo de câncer mais frequente entre homens e mulheres no país.
Para 2025, a estimativa é de 26.260 novos casos entre homens, o equivalente a 10,3% dos diagnósticos oncológicos masculinos, atrás apenas do câncer de próstata. Entre as mulheres, a projeção é ainda maior: 27.540 novos registros, cerca de 10,5% do total, ficando atrás somente do câncer de mama. Somados, os números ultrapassam 53 mil casos no ano.
Além da alta incidência, a mortalidade preocupa. O tumor é a terceira principal causa de morte por câncer quando homens e mulheres são analisados separadamente e a segunda quando considerados em conjunto, atrás apenas do câncer de pulmão.
Cinco pontos essenciais sobre o câncer colorretal
1. Está entre os tumores mais diagnosticados no país
O câncer colorretal já ocupa a segunda posição em frequência entre homens e mulheres no Brasil, consolidando-se como um dos principais desafios oncológicos da atualidade.
2. É uma das principais causas de morte por câncer
A mortalidade é expressiva. Quando analisados em conjunto, homens e mulheres colocam o tumor na segunda posição entre as causas de morte por câncer no país.
3. Pode evoluir de forma silenciosa
Nas fases iniciais, a doença pode não apresentar sintomas claros. Entre os sinais de alerta estão sangue nas fezes, alteração persistente do hábito intestinal, fezes mais finas, dor abdominal recorrente, anemia sem causa aparente e perda de peso involuntária. A persistência desses sintomas por semanas exige investigação médica.
Segundo o oncologista Dr. Matheus Baptista, da Croma Oncologia, é comum que sinais iniciais sejam atribuídos à alimentação ou ao estresse. O problema é quando os sintomas se repetem ou se associam a sangramento e anemia.
4. O risco aumenta com a idade, mas casos em jovens têm crescido
Embora mais frequente em faixas etárias elevadas, o câncer colorretal vem sendo diagnosticado com maior frequência em pessoas abaixo dos 50 anos. Histórico familiar, alimentação pobre em fibras e rica em ultraprocessados e carnes vermelhas, sedentarismo, obesidade, consumo excessivo de álcool e tabagismo são fatores associados.
Para o oncologista Dr. Antônio Dias, especialista em tumores do trato gastrointestinal, o aumento entre jovens é multifatorial e está ligado ao padrão alimentar e ao estilo de vida contemporâneo.
5. A colonoscopia é ferramenta central de prevenção
A colonoscopia é um dos exames mais eficazes para diagnóstico e prevenção, pois permite identificar e remover pólipos antes que evoluam para câncer.
Instituições internacionais recomendam que pessoas com risco médio iniciem o rastreamento aos 45 anos, mesmo sem sintomas. Quem possui histórico familiar deve começar aos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o parente foi diagnosticado, prevalecendo o que ocorrer primeiro.
Tratamento e perspectivas
Quando diagnosticado precocemente, o tratamento costuma envolver cirurgia para retirada do tumor e dos gânglios linfáticos regionais. A quimioterapia pode ser indicada conforme o estágio da doença.
Mesmo em casos com metástases, existem situações em que a cura é possível, especialmente quando as lesões são únicas e passíveis de ressecção. Atualmente, o tratamento inclui quimioterapia, terapias-alvo, imunoterapia em casos selecionados e técnicas como radioterapia, ablação por radiofrequência e radioembolização.
Prevenção continua sendo o eixo central
Prática regular de atividade física, alimentação rica em frutas, vegetais e fibras, redução do consumo de carnes vermelhas e embutidos, controle do peso, moderação no consumo de álcool e abandono do tabagismo ajudam a reduzir o risco.
Especialistas reforçam, no entanto, que hábitos saudáveis não substituem avaliação médica e exames de rastreamento. Em um cenário de mais de 53 mil novos casos estimados para 2025, informação de qualidade e diagnóstico precoce seguem como as principais ferramentas para reduzir o impacto da doença no Brasil.
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