Ciência e Tecnologia • 15:10h • 14 de janeiro de 2026
Marketing com IA e inteligência humana: a união que tende a dominar 2026
Especialista aponta que modelos híbridos, que combinam tecnologia e sensibilidade estratégica, serão decisivos para negócios digitais que buscam diferenciação
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Nova Ideia | Foto: Arquivo/Âncora1
A transformação digital deve entrar em um novo estágio em 2026, impulsionada pela integração cada vez mais profunda da inteligência artificial aos processos de marketing e desenvolvimento de produtos digitais. Estudo da McKinsey & Company indica que 90% das empresas líderes em crescimento já utilizam ferramentas de IA em suas estratégias centrais. No entanto, apenas 23% conseguem combinar esses recursos tecnológicos com uma atuação humana estratégica e contextualizada, fator apontado como o principal diferencial competitivo no cenário atual.
Nesse contexto, ganha destaque a visão de Leandro Ferrari, estrategista digital e cofundador do grupo xFlow, responsável por mais de R$ 96 milhões em faturamento em lançamentos digitais. Especialista em modelos de crescimento escaláveis e previsíveis, Ferrari defende que a inteligência artificial não substitui a experiência humana, mas amplia seu alcance quando bem direcionada.
Segundo ele, a IA oferece velocidade e capacidade de execução em larga escala, mas só gera valor real quando orientada por profissionais que compreendem o negócio, o mercado e o comportamento do consumidor. A tecnologia passa a ser mais eficiente quando decisões estratégicas são tomadas a partir de leitura contextual e entendimento humano.
A combinação entre IA e análise estratégica tornou-se uma exigência em áreas como lançamentos digitais, funis de vendas, campanhas de aquisição e produção de conteúdo. Ferramentas como ChatGPT, Midjourney, Notion AI e sistemas de CRM inteligentes já são aplicadas desde a criação de produtos até o atendimento ao cliente. Ainda assim, ajustes de rota, definição de narrativa e interpretação de dados seguem dependendo da atuação humana.
Ferrari avalia que parte do mercado ainda comete o erro de delegar à tecnologia a resolução completa dos desafios de marketing. Para ele, o uso isolado da IA tende a resultar em automações desconectadas da realidade do público. A leitura precisa das necessidades do cliente, da jornada emocional e do momento certo de abordagem permanece como atribuição humana.
Ponto central para 2026: Personalização
A IA permite segmentar experiências e adaptar mensagens a diferentes perfis de consumidores, mas o uso inadequado pode gerar comunicações genéricas. O repertório estratégico, segundo o especialista, é o que garante que a personalização seja relevante e coerente.
O futuro dos negócios digitais, portanto, aponta para a convergência entre dados, automação e julgamento humano. A tendência é que empresas busquem compreender com mais profundidade o comportamento do consumidor para aplicar a inteligência artificial com responsabilidade e propósito.
Com a rápida popularização das ferramentas de IA generativa, cresce também o risco de resultados padronizados. A diferença competitiva deve estar em quem utiliza essas tecnologias como apoio estratégico, e não como substituto do pensamento crítico. Em 2026, a capacidade de interpretar contextos, tomar decisões e criar conexões autênticas tende a se consolidar como o ativo mais valioso do marketing digital.
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