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Responsabilidade Social • 15:03h • 21 de dezembro de 2025

Mais de 80% dos abandonos de animais ocorrem em áreas urbanas, aponta pesquisa

Levantamento do Cobasi Cuida mostra que filhotes lideram resgates e que entradas em abrigos seguem superando adoções no país

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Trama Assessoria | Foto: Divulgação

Cidades concentram abandono de animais e pressionam ONGs e protetores
Cidades concentram abandono de animais e pressionam ONGs e protetores

O abandono de animais no Brasil segue concentrado nas cidades e afeta principalmente filhotes e cães. É o que mostra a Pesquisa Cenário de Abandono de Animais, realizada pelo quarto ano consecutivo pelo Cobasi Cuida, iniciativa social da Cobasi, em parceria com ONGs e protetores independentes, dentro das ações do Dezembro Verde, campanha nacional de conscientização contra o abandono.

De acordo com o levantamento, 82,9% dos casos de abandono acontecem em áreas urbanas, sendo a maior parte registrada em vias públicas e espaços da cidade. As áreas rurais concentram 17,2% das ocorrências, percentual que também impacta municípios de pequeno e médio porte, especialmente no interior, onde a estrutura de acolhimento costuma ser mais limitada.

Para Daniela Bochi, gerente do Cobasi Cuida, os dados reforçam que o abandono é um problema estrutural das cidades. “Quando o abandono se concentra nos centros urbanos, ele pressiona ainda mais as ONGs e protetores, que já operam no limite, principalmente em cidades do interior, onde há menos apoio público”, afirma.

Filhotes lideram resgates e ampliam a sobrecarga

O perfil dos animais resgatados revela a relação direta entre abandono e falta de controle reprodutivo. Segundo a pesquisa, 31% dos resgates envolvem ninhadas de filhotes, o que acelera o crescimento do número de animais acolhidos. Outros 10% são animais com necessidades especiais, como doenças crônicas, idade avançada ou deficiências, que exigem cuidados contínuos e permanência prolongada em abrigos.

Os cães representam 54% dos resgates, seguidos pelos gatos, com 32%, cenário que se repete tanto em grandes centros quanto em cidades do interior, onde a adoção tende a ser mais lenta.

Entradas em abrigos continuam superando adoções

Os dados também mostram um desequilíbrio persistente entre entradas e saídas de animais. Apenas no primeiro semestre de 2025, foram registradas 5.325 entradas em abrigos e lares temporários no país, contra 1.685 saídas, o que representa uma proporção de uma adoção para cada 3,16 acolhimentos.

A pesquisa indica que 84,7% das entradas ocorrem em abrigos privados, reforçando a dependência do trabalho de ONGs e protetores independentes, especialmente em regiões onde a rede pública de acolhimento é inexistente ou insuficiente.

Entre as medidas apontadas como essenciais para enfrentar o problema estão políticas públicas mais rigorosas, ampliação da castração em larga escala e campanhas educativas contínuas, ações consideradas ainda mais urgentes em municípios do interior, onde o abandono costuma ser naturalizado e menos denunciado.

Segundo estimativas citadas no levantamento, cerca de 4,8 milhões de cães e gatos vivem em situação de vulnerabilidade no Brasil, sendo aproximadamente 201 mil sob cuidados diretos de ONGs e protetores.

“Dar visibilidade a dados consistentes é fundamental para transformar essa realidade. Informação qualificada fortalece a prevenção, amplia a adoção responsável e ajuda a pressionar por políticas públicas mais eficazes, inclusive fora dos grandes centros”, conclui Daniela Bochi.

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