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Saúde • 09:21h • 12 de outubro de 2025

Maioria dos trabalhadores brasileiros usa remédios psiquiátricos

Pesquisa revela aumento expressivo do consumo para lidar com estresse, ansiedade e burnout no ambiente corporativo

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações do CFF | Foto: Arquivo Âncora1

A pesquisa aponta que, entre líderes, o uso subiu de 18% em 2024 para 52% em 2025, enquanto entre os colaboradores o crescimento foi de 21% para 59%.
A pesquisa aponta que, entre líderes, o uso subiu de 18% em 2024 para 52% em 2025, enquanto entre os colaboradores o crescimento foi de 21% para 59%.

O consumo de medicamentos psiquiátricos por profissionais no Brasil mais do que dobrou em um ano, segundo levantamento realizado pela The School of Life, em parceria com a consultoria Robert Half. A pesquisa aponta que, entre líderes, o uso subiu de 18% em 2024 para 52% em 2025, enquanto entre os colaboradores o crescimento foi de 21% para 59%.

De acordo com especialistas, os principais fatores ligados ao agravamento da saúde mental são excesso de demandas, cobrança por resultados e conflitos interpessoais. Para o psiquiatra Arthur Guerra, professor da USP e da Faculdade de Medicina do ABC, o cenário favorece quadros de estresse crônico que podem evoluir para depressão, insônia e ansiedade.

O estudo também identificou aumento significativo de diagnósticos de estresse, ansiedade e burnout: 27% entre líderes e 26% entre liderados. Segundo Guerra, muitos profissionais recorrem aos medicamentos como uma “muleta”, em vez de procurar suporte adequado. Além disso, cresce a preocupação com a automedicação, impulsionada pela facilidade de acesso a informações na internet e até pelo uso de ferramentas de inteligência artificial para obter diagnósticos sem acompanhamento médico.

A diretora criativa da The School of Life, Jackie de Botton, compara o uso dos psicofármacos a um analgésico: “Eles aliviam momentaneamente, mas não tratam as causas estruturais do problema, como falhas de comunicação, ambientes punitivos e falta de valorização”.

Os impactos também se refletem nas empresas. Dados da VR mostram que, entre janeiro e julho de 2025, o número de afastamentos por motivos de saúde mental cresceu 143% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Em 2024, o Brasil já havia registrado o maior volume de licenças por transtornos mentais em uma década, ultrapassando 470 mil afastamentos.

Apesar da gravidade dos números, falar sobre saúde mental no ambiente corporativo ainda é tabu. A pesquisa mostra que 73% dos gestores e 33% dos funcionários não se sentem confortáveis em revelar o uso de medicamentos no trabalho, muitas vezes por medo de julgamento ou punição. Essa cultura de silêncio, segundo especialistas, mina a confiança, dificulta a criação de ambientes saudáveis e reforça a vulnerabilidade emocional.

A baixa adesão à NR-1, norma que obriga empresas a adotarem medidas preventivas contra riscos psicossociais, também preocupa. Apenas um terço dos líderes afirma que sua organização aplica estratégias estruturadas para lidar com o problema. Para os pesquisadores, enfrentar a crise exige ações consistentes, como comunicação transparente, metas realistas e suporte emocional — medidas que beneficiam não apenas os trabalhadores, mas também a sustentabilidade das empresas.

 

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