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Variedades • 15:23h • 26 de novembro de 2024

Lonomias: coleta de lagarta venenosa é essencial para produção de antiveneno

Por ser facilmente confundido com folhas de mato ou musgo, animal só deve ser manuseado por pessoas treinadas a fim de evitar acidentes

Da Redação com informações do Butantan | Foto: André Ricoy

As Lonomias ficam muito bem camufladas nos galhos e folhas de árvores, confundindo-se com pequenos musgos.
As Lonomias ficam muito bem camufladas nos galhos e folhas de árvores, confundindo-se com pequenos musgos.

A ordem Lepidoptera, que inclui borboletas e mariposas, reúne mais de 160 mil espécies no mundo, sendo até 80 mil delas registradas no Brasil. Apesar de sua beleza na fase adulta, algumas dessas espécies são perigosas durante o estágio larval, como as lagartas do gênero Lonomia. Essas lagartas são as únicas capazes de causar envenenamentos graves em humanos, podendo levar à morte. No Brasil, 13 espécies de Lonomia estão espalhadas pelo território, mas nem todas têm potencial para acidentes graves, segundo o último boletim epidemiológico sobre acidentes com lagartas peçonhentas.

Tratamento: Soro Antilonômico

A única terapia disponível contra o veneno da Lonomia é o soro antilonômico, desenvolvido na década de 1990 pelo Instituto Butantan. A produção desse antiveneno depende da coleta das lagartas, pois seus espinhos contêm a matéria-prima essencial. Cerca de 5 mil ampolas do soro são distribuídas anualmente ao Ministério da Saúde. Contudo, a coleta de Lonomias não é tão frequente, já que esses animais aparecem principalmente durante o verão.

Alexandre Veloso Ribeiro, tecnologista do Butantan, explica que os pedidos de remoção são menos comuns em comparação a outros animais peçonhentos devido à sazonalidade da Lonomia.

Caso de Envenenamento em São Paulo

Em agosto, um incidente em Itapecerica da Serra, São Paulo, mobilizou o Butantan. Maurício Martins Jr., dono de um terreno, tocou acidentalmente em um grupo de Lonomias no tronco de uma árvore. Três dias após o contato, ele apresentou sinais graves de envenenamento e foi atendido no Hospital Vital Brazil (HVB), onde recebeu cinco doses do soro antilonômico para se recuperar.

O biólogo Alexandre Veloso foi ao local e coletou 15 exemplares da lagarta, que estavam escondidos na serrapilheira – camada de folhas secas e galhos no solo. Segundo ele, as lagartas procuram ambientes frescos e úmidos para evitar a desidratação causada pelo calor. Por sua camuflagem eficiente, confundem-se facilmente com musgos e galhos secos.

Protocolo de Coleta e Segurança

A coleta de Lonomias ou qualquer outro animal peçonhento deve ser feita por profissionais capacitados. O manejo incorreto pode representar risco tanto para a pessoa quanto para o animal. Alexandre recomenda acionar o Centro de Zoonoses local ou o Instituto Butantan para a remoção.

Para manipular Lonomias com segurança, são necessárias luvas de borracha e pinças longas de cerca de 30 cm. Durante a coleta, é importante evitar encostar em troncos e pisar com cuidado nas áreas próximas às árvores. No caso de Itapecerica da Serra, além das lagartas encontradas, foi feita uma busca em árvores semelhantes e por marcas de fezes características, mas nenhum outro exemplar foi identificado.

Características da Lonomia

Essas lagartas possuem seis estágios larvais e podem ser identificadas pelo tamanho das cápsulas cefálicas. Seu veneno é perigoso porque interfere na coagulação do sangue, podendo causar hemorragias graves. Além disso, seu habitat varia entre troncos de árvores e o solo coberto por serrapilheira, dificultando a identificação para quem não tem treinamento.

A coleta e o estudo contínuos das Lonomias são essenciais para garantir a produção do soro e salvar vidas, como no caso de Maurício. O Butantan segue monitorando a presença dessas lagartas em todo o território nacional para prevenir acidentes e ampliar o acesso ao antiveneno.

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