• EJA 2026 abre matrículas em Assis para jovens, adultos e idosos que desejam retomar os estudos
  • Escritório na praia: litoral brasileiro se consolida como paraíso para nômades digitais
  • Calor do verão eleva em até 30% os casos de pedra nos rins no Brasil
Novidades e destaques Novidades e destaques

Cultura e Entretenimento • 14:26h • 18 de abril de 2025

Lei do Streaming: soberania e equilíbrio para o audiovisual brasileiro

Já avançamos em políticas estruturantes para todas as áreas do setor cultural, inclusive o audiovisual, afirma a ministra da Cultura, Margareth Menezes

Agência Gov | Foto: Filipe Araújo/MinC

Margareth Menezes, Ministra da Cultura
Margareth Menezes, Ministra da Cultura

O audiovisual brasileiro é muito mais do que uma potência industrial. É um patrimônio vivo, um instrumento de expressão nacional e um pilar da nossa economia criativa. Nos últimos anos, os serviços de Vídeo on Demand (VOD) oferecidos pelas plataformas de streaming transformaram e ampliaram a forma como consumimos conteúdo, abrindo novas possibilidades, mas também evidenciando desafios que devemos enfrentar com responsabilidade e visão de futuro.

A nossa gestão no Ministério da Cultura reconhece essa realidade e está comprometida em construir, em harmonia com todos os setores, uma Lei do Streaming que proteja a produção audiovisual nacional, valorize a diversidade cultural e assegure um desenvolvimento justo e equilibrado para quem faz e para quem consome cultura no Brasil. O objetivo é estabelecer um marco regulatório que fortaleça a riqueza das nossas histórias e promova oportunidades de crescimento para a indústria do audiovisual brasileiro, especialmente a produção independente, que é o coração das políticas públicas do setor.

Mais do que um simples ajuste econômico, este é um passo decisivo de soberania cultural. No Brasil, as salas de cinema, as emissoras de televisão e até as operadoras de telecomunicações já contribuem para o desenvolvimento do setor por meio da Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional), estabelecida pela Medida Provisória 2.228-1/2001. Esses recursos alimentam o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que financia produções nacionais de diferentes escalas e promove avanços importantes ao longo dos anos. Porém, as plataformas de streaming e outros serviços em ambiente digital ainda não fazem essa contribuição essencial.

É fundamental enfatizar que essa discussão não é de agora. O Brasil vinha avançando em direção a uma regulação mais equitativa do setor, mas houve um período de desconstrução e estagnação que interrompeu processos já bem encaminhados. Nossa gestão, portanto, retoma e fortalece um debate que já deveria ter sido resolvido, se não fosse o desmonte do arcabouço cultural ocorrido em anos anteriores.

A falta de recolhimento de recursos e da devida proteção aos direitos dos criadores geram perdas de ativos que poderiam ser reinvestidos na indústria independente brasileira e, consequentemente, afeta a soberania cultural do país. Diversos países já regulamentaram ou estão regulamentando suas plataformas, demonstrando que essa discussão é global.

Estender a Condecine para o streaming significa garantir direitos autorais, proteger a propriedade intelectual de nossos criadores e resguardar a soberania nacional. É assegurar que histórias, sotaques e ritmos brasileiros continuem a ser contados por quem vive e conhece nossa realidade e para o povo do país que é um dos maiores consumidores de streaming do mundo. Queremos e devemos assegurar recursos para o investimento direto em obras brasileiras independentes, incentivando criatividade, inovação e pluralidade de olhares em nosso território, ao mesmo tempo em que geramos emprego e renda.

Atualmente, tramitam no Congresso Nacional dois Projetos de Lei (PLs) voltados para regulamentar o vídeo sob demanda. Desde o começo da nossa gestão, retomamos diversas políticas culturais que estavam paradas ou haviam sido desmontadas, e estamos muito além das condições em que encontramos o Ministério da Cultura. Já avançamos em políticas estruturantes para todas as áreas do setor cultural, inclusive o audiovisual.

Na pauta do VoD, vivemos um momento histórico: avançamos no diálogo e temos maior atenção voltada a encontrar um ponto de convergência para aprovar uma lei que realmente fortaleça o setor. O sucesso do filme “Ainda Estou Aqui” e a volta dos investimentos na área ilustram o potencial e abrem uma janela de oportunidades para novas conquistas.

O diálogo é o caminho. Estamos em escuta aberta com produtores, plataformas, parlamentares e especialistas, num processo pautado pela transparência, conduzido por mim, pela Secretaria-Executiva, com Márcio Tavares, pela Secretaria do Audiovisual, com Joelma Gonzaga, e com a participação da Agência Nacional do Cinema (Ancine), sempre em articulação com outros Ministérios e o próprio setor audiovisual.

Queremos avançar e estamos trabalhando para isso. Os pontos centrais da proposta são claros: proteção aos direitos autorais dos criadores brasileiros, mecanismos de visibilidade para o conteúdo nacional, investimentos diretos na produção independente e um equilíbrio para que todas as janelas de exibição contribuam de maneira justa.

Normatizar as plataformas de streaming, incorporando-as ao ecossistema da Condecine, significa ampliar a capacidade de investimento em toda a cadeia do audiovisual brasileiro. Cada nova contribuição fortalece o FSA possibilitando que nossos diretores, roteiristas, técnicos e artistas tenham a devida participação nos resultados de suas obras e fomentando nossa indústria independente. É igualmente fundamental reforçar a defesa da propriedade intelectual dos artistas e produtores, assegurando que eles participem de forma justa dos resultados gerados pelas obras e permaneçam no controle de suas criações.

Todas as ações, discussões e contribuições são bem-vindas para a qualificação dessa Lei. O MinC está fazendo seu papel ao trazer todos para o diálogo: os parlamentares envolvidos, o setor e agentes do audiovisual, e as próprias plataformas. Precisamos encontrar um ponto de união para iniciarmos esse processo de maneira sólida. Não existe regulação sem articulação e negociação, nem sem uma régua de ajustes ao longo do tempo.

A Lei do Streaming vai muito além de qualquer regulação econômica. É um ato de afirmação cultural e de reconhecimento da importância estratégica do audiovisual na construção e projeção da identidade brasileira. É um investimento no nosso futuro e na capacidade de contar nossas histórias com autonomia, mostrando ao mundo a força criativa de um Brasil plural.

*Margareth Menezes, Ministra da Cultura

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Economia • 20:38h • 23 de janeiro de 2026

Bilionários acumulam US$ 18,3 trilhões e ampliam desigualdade global, aponta IJF

IJF aponta concentração histórica de renda, impacto ambiental desproporcional e defende tributação progressiva dos super-ricos

Descrição da imagem

Policial • 19:29h • 23 de janeiro de 2026

Caça-níqueis e equipamentos do jogo do bicho são apreendidos no centro de Paraguaçu Paulista

Ação ocorreu após denúncia de exploração de jogos de azar em bar da região central do município

Descrição da imagem

Saúde • 18:21h • 23 de janeiro de 2026

Dentes de leite também exigem atenção: a importância da higiene bucal no primeiro ano de vida

Especialistas alertam que iniciar a escovação com o nascimento do primeiro dente reduz o risco de cáries, ajuda na formação de hábitos saudáveis e contribui para o desenvolvimento infantil

Descrição da imagem

Educação • 17:32h • 23 de janeiro de 2026

EJA 2026 abre matrículas em Assis para jovens, adultos e idosos que desejam retomar os estudos

Programa da rede municipal oferece vagas para a Educação de Jovens e Adultos em duas escolas e orienta inscrições em todas as unidades

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 17:03h • 23 de janeiro de 2026

Escritório na praia: litoral brasileiro se consolida como paraíso para nômades digitais

Cidades que unem conectividade e lazer atraem profissionais que buscam qualidade de vida longe dos escritórios tradicionais

Descrição da imagem

Mundo • 16:31h • 23 de janeiro de 2026

De 2016 para 2026 o trabalho mudou de eixo e segue em transformação

Liderança, transição de carreira e habilidades humanas passaram ao centro das decisões profissionais e empresariais

Descrição da imagem

Cidades • 16:10h • 23 de janeiro de 2026

Cadastro municipal abre inscrições para cursos gratuitos de valorização cultural em Cruzália

Iniciativa vai credenciar pessoas e empresas para cursos de dança folclórica alemã, culinária e artesanato, com possibilidade de participação em eventos oficiais do município

Descrição da imagem

Saúde • 15:48h • 23 de janeiro de 2026

Calor do verão eleva em até 30% os casos de pedra nos rins no Brasil

Desidratação, dieta rica em sal e açúcar e consumo elevado de proteínas explicam aumento de até 30% nos atendimentos por cálculo renal

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar