Saúde • 11:20h • 22 de agosto de 2026
Lúcio Mauro Filho revela câncer de intestino descoberto em check-up; veja os sinais que merecem atenção
Ator revelou que descobriu a doença durante exames realizados após um quadro mais intenso de Covid-19; Brasil deve registrar cerca de 54 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Reprodução | Instagram/@luciomaurofilhooficial
O diagnóstico de câncer de intestino revelado pelo ator Lúcio Mauro Filho chama atenção para uma doença que pode evoluir durante anos sem apresentar sinais evidentes. O ator contou, durante participação no programa Alt Tabet, do Canal UOL, que descobriu o tumor durante um check-up realizado depois de enfrentar um quadro mais intenso de Covid-19 e que já concluiu os tratamentos. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apresentada no material, o Brasil deve registrar cerca de 54 mil novos casos de câncer colorretal por ano no triênio de 2026 a 2028.
Até revelar o diagnóstico no programa, Lúcio Mauro Filho ainda não havia falado publicamente sobre a doença. O ator explicou que decidiu fazer uma avaliação mais ampla depois do tratamento contra a Covid-19. “Eu tive uma Covid que foi meio pesadinha e, por causa dela, eu tive um pânico. Quando terminou esse tratamento pós-Covid, tinha que fazer um check-up pra ver se tudo melhorou”, relatou.
O câncer colorretal se desenvolve no cólon ou no reto, regiões que fazem parte do intestino grosso. Uma das características que dificultam sua identificação é justamente a possibilidade de permanecer silencioso ou provocar alterações que podem ser confundidas com problemas intestinais mais comuns.
Mudança no intestino e sangramento estão entre os sinais
Segundo Lucas Nacif, cirurgião do aparelho digestivo e membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD), o câncer colorretal geralmente começa com alterações celulares que podem formar pequenas lesões conhecidas como pólipos adenomatosos. Algumas delas podem se tornar cancerígenas ao longo do tempo.
Conforme o tumor cresce, alguns sinais merecem investigação. Mudanças no hábito intestinal, sangramento retal, dor abdominal, fraqueza e perda de peso sem explicação estão entre os sintomas citados pelo especialista.
Nacif também chama atenção para os diagnósticos em faixas etárias mais baixas. “Cada vez recebo mais pacientes jovens com diagnóstico de câncer no intestino no consultório, é preocupante”, afirma. A percepção reforça a necessidade de não associar automaticamente alterações persistentes apenas a problemas comuns ou à idade.
Alimentação e estilo de vida aparecem entre os fatores de risco
O desenvolvimento da doença pode estar relacionado a diferentes fatores. Segundo o especialista, uma alimentação pobre em frutas e vegetais e o consumo excessivo de carnes vermelhas ou processadas estão associados ao aumento do risco.
Consumo excessivo de bebidas alcoólicas, tabagismo, sedentarismo e excesso de peso também aparecem entre os fatores mencionados. Isso não significa, entretanto, que seja possível determinar uma causa única para cada diagnóstico.
Os tumores podem se desenvolver a partir de mutações genéticas ocorridas em pólipos inicialmente benignos
O histórico familiar também merece atenção devido à possibilidade de predisposição hereditária, o que pode levar à necessidade de acompanhamento individualizado.
Colonoscopia está entre os exames utilizados na investigação
A identificação pode envolver exames clínicos, laboratoriais, endoscópicos e radiológicos. Entre os recursos utilizados no rastreamento estão a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames endoscópicos, como colonoscopia e retossigmoidoscopia.
A definição de quando investigar deve considerar as características de cada pessoa, especialmente a presença de histórico familiar e outros fatores de risco. Por isso, o acompanhamento médico é importante para estabelecer a estratégia adequada.
A evolução da doença é classificada em estágios. Segundo Nacif, ela pode variar do estágio I, quando o tumor atingiu a parede intestinal sem atravessá-la, ao estágio IV, caracterizado pela disseminação para órgãos distantes, como fígado ou pulmões.
Cura pode superar 90% quando tumor é identificado cedo
A fase em que o câncer é descoberto interfere diretamente nas possibilidades de tratamento. De acordo com Nacif, quando identificado precocemente, o câncer de intestino pode apresentar taxas de cura superiores a 90%.
O tratamento depende do estágio e das características do tumor. A cirurgia pode ser utilizada para retirar a parte do intestino comprometida, enquanto quimioterapia e radioterapia podem integrar a abordagem em situações que exijam tratamentos adicionais ou em quadros mais avançados.
O diagnóstico de Lúcio Mauro Filho reforça justamente uma característica que merece atenção: a doença pode ser encontrada durante uma investigação realizada por outros motivos, antes que sintomas mais evidentes apareçam. Diante de alterações intestinais persistentes, sangramento, dor abdominal, fraqueza ou perda de peso sem explicação, a orientação apresentada pelo especialista é procurar avaliação médica, especialmente quando existe histórico familiar da doença.
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