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Variedades • 16:19h • 14 de janeiro de 2026

Infância em risco: como as telas estão sufocando o imaginário infantil

A ilustração e o brincar perdem espaço para conteúdos digitais acelerados, com impactos na formação estética, emocional e cognitiva das crianças

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Nova Ideia | Foto: Arquivo/Âncora1

Infância acelerada: o debate sobre limites do digital na formação das crianças
Infância acelerada: o debate sobre limites do digital na formação das crianças

A infância da geração Alpha vem sendo moldada por estímulos visuais intensos e consumo digital precoce, cada vez mais presente na rotina das famílias. Dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil indicam que 93% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos já acessam a internet no país, e esse contato começa cada vez mais cedo, em alguns casos antes dos dois anos de idade. Especialistas associam o uso excessivo de telas ao aumento de dificuldades de atenção, distúrbios do sono, ansiedade e queda no desempenho escolar.

Nesse cenário, o ilustrador Guilherme Bevilaqua, conhecido como Prof. Laqua, tornou-se uma referência nacional na defesa de experiências analógicas na formação infantil. Com mais de duas décadas de atuação na área, ele integra um movimento que propõe o resgate de livros impressos, desenhos animados clássicos e materiais que estimulem a imaginação espontânea e o contato sensível com a arte.

Segundo o ilustrador, a substituição do brincar e da leitura por conteúdos digitais acelerados compromete processos essenciais do desenvolvimento infantil. Para ele, o consumo constante de vídeos curtos e jogos repetitivos enfraquece a construção de referências visuais mais profundas, além de afetar a capacidade de foco, a criatividade e a compreensão de limites.

Pesquisas internacionais reforçam esse alerta

Um levantamento da Associação Americana de Pediatria aponta que o tempo excessivo de tela em crianças pequenas está associado a atrasos no desenvolvimento da linguagem, dificuldades de socialização e problemas de comportamento, especialmente quando não há mediação adequada de adultos.

Com base nessas evidências, Bevilaqua defende uma infância que valorize o contato com livros físicos, histórias contadas oralmente, brincadeiras tradicionais e produções audiovisuais que respeitem o ritmo infantil. Em seus projetos, a proposta vai além da preservação da memória gráfica de outras gerações e busca formar um olhar mais atento, criativo e afetuoso nas crianças de hoje.

Para o ilustrador, devolver às crianças o tempo necessário para imaginar é um passo fundamental diante de uma rotina marcada pela velocidade e pela superestimulação. Em vez de múltiplos estímulos simultâneos, ele defende experiências que permitam pausa, silêncio e envolvimento gradual com as narrativas visuais.

Mais do que um movimento de resgate cultural, a discussão sobre uma infância menos digital está ligada à proteção do desenvolvimento emocional e cognitivo das novas gerações. Em um contexto cada vez mais acelerado, desacelerar o consumo de telas e ampliar o espaço para livros, histórias e brincadeiras pode ser uma estratégia concreta de cuidado e formação saudável.

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