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Saúde • 11:48h • 27 de janeiro de 2026

Inflamação intestinal ativa aumenta risco de ansiedade, depressão e distúrbios do sono, aponta estudo

Pacientes com doença de Crohn que estavam com a inflamação ativa no intestino apresentaram pior qualidade do sono, mais cansaço, fadiga e sintomas de ansiedade e depressão

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1

As duas principais doenças inflamatórias intestinais são a Doença de Crohn (DC) e a Retocolite Ulcerativa (RCU)
As duas principais doenças inflamatórias intestinais são a Doença de Crohn (DC) e a Retocolite Ulcerativa (RCU)

Um estudo inédito conduzido pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) trouxe novas evidências sobre a relação entre doenças inflamatórias intestinais e a saúde mental. A pesquisa mostrou que pacientes com inflamação ativa no intestino têm maior probabilidade de apresentar sono de má qualidade, fadiga, cansaço ao despertar e sintomas de ansiedade e depressão.

A investigação analisou dados laboratoriais e clínicos de pessoas diagnosticadas com doença de Crohn e confirmou a hipótese de que a inflamação intestinal pode afetar o funcionamento do cérebro. Isso ocorre porque substâncias produzidas pelo sistema imunológico durante o processo inflamatório circulam pelo organismo e interferem em aspectos como humor, sono e bem-estar emocional.

O trabalho foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar formada por coloproctologistas, nutricionistas, fisioterapeutas e profissionais de educação física. A pesquisa conquistou o primeiro lugar na Semana Brasileira das Doenças Inflamatórias Intestinais (SEBRADII), maior congresso sobre o tema na América Latina, realizado em Campinas em agosto de 2025.

De acordo com a médica Carolina Bortolozzo Graciolli Facanali, uma das coordenadoras do estudo, a doença de Crohn é uma condição autoimune crônica que afeta principalmente o intestino delgado e o intestino grosso, alternando períodos de atividade inflamatória e fases de remissão. Embora não tenha cura, o quadro pode ser controlado com medicamentos, mudanças na alimentação e, em alguns casos, cirurgia.

As análises mostraram que pacientes com inflamação ativa apresentaram quase três vezes mais chances de ter sono de má qualidade e sintomas depressivos. Mais de dois terços dos participantes estavam com inflamação ativa, e a maioria relatou problemas relacionados ao descanso: 69% disseram não ter um sono reparador e 71% classificaram a qualidade do sono como ruim.

O estudo também identificou que pacientes nas fases iniciais da doença, com inflamação restrita à mucosa intestinal, dormiam pior do que aqueles com formas mais avançadas, como o estreitamento do intestino ou a presença de fístulas. Para o professor Carlos Sobrado, da FMUSP, isso pode estar ligado à maior adaptação emocional de pacientes que convivem com a doença há mais tempo.

Os resultados reforçam achados de um estudo anterior publicado pelo grupo em 2023, que apontou alta prevalência de depressão em pessoas com doença de Crohn, especialmente durante a fase ativa. Naquela pesquisa, mulheres apresentaram risco significativamente maior de desenvolver o transtorno.

Para chegar às conclusões, os pesquisadores avaliaram marcadores de inflamação intestinal, como a calprotectina fecal, além de utilizar questionários específicos para medir qualidade do sono, ansiedade e depressão. Parte dos pacientes também usou um dispositivo semelhante a um relógio durante a noite, que permitiu medir de forma objetiva o tempo para adormecer e os despertares noturnos.

Segundo os especialistas, os dados reforçam a necessidade de um olhar mais amplo sobre a doença de Crohn, que vá além do trato digestivo. A incorporação da avaliação do sono, do acompanhamento psicológico e do cuidado nutricional pode melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Ao evidenciar a forte ligação entre inflamação intestinal, alterações emocionais e distúrbios do sono, o estudo contribui para uma compreensão mais integrada das doenças inflamatórias intestinais e aponta caminhos para práticas de saúde mais completas e humanizadas.

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