Educação • 09:17h • 29 de março de 2026
IBGE: Quatro em cada dez adolescentes já sofreram bullying na escola
Pesquisa alerta que episódios de agressão estão mais persistentes
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
Quatro em cada dez estudantes brasileiros de 13 a 17 anos afirmam já ter sido vítimas de bullying, e 27,2% dizem ter passado por humilhações duas ou mais vezes. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo IBGE, com base em informações coletadas em 2024 em escolas de todo o país.
Em comparação com 2019, houve leve aumento no total de alunos que sofreram bullying, mas o crescimento mais significativo foi na repetição dos casos, que subiu mais de quatro pontos percentuais. Segundo o IBGE, isso indica que as situações de violência têm se tornado mais frequentes e intensas.
Ao todo, 39,8% dos estudantes relataram ter sofrido bullying, sendo o percentual maior entre meninas (43,3%) do que entre meninos. A aparência do rosto ou do cabelo foi o principal motivo das agressões, citada em 30,2% dos casos, seguida pela aparência do corpo (24,7%) e pela cor ou raça (10,6%). Em 26,3% das situações, as vítimas afirmaram não saber o motivo da violência.
Entre as meninas, 30,1% disseram ter sido humilhadas mais de uma vez, proporção superior à dos meninos. Já entre os autores, 13,7% dos estudantes admitiram ter praticado bullying, sendo mais comum entre os meninos (16,5%) do que entre as meninas (10,9%).
Os dados também mostram divergências entre vítimas e agressores. Enquanto 12,1% dos autores afirmam ter cometido bullying por causa de gênero ou orientação sexual, apenas 6,4% das vítimas identificam esse motivo. Situação semelhante ocorre em relação à deficiência, apontada por 7,6% dos agressores, mas reconhecida por apenas 2,6% das vítimas, o que pode indicar medo ou dificuldade em relatar essas situações.
A pesquisa aponta ainda que 16,6% dos estudantes já foram agredidos fisicamente por colegas, número maior entre os meninos. Esse índice também cresceu em relação a 2019. Já os casos de bullying virtual tiveram leve queda, passando de 13,2% para 12,7%, embora ainda afetem mais as meninas.
Sobre ações de prevenção, pouco mais da metade dos estudantes está em escolas que participam do Programa Saúde na Escola. No entanto, apenas 43,2% estão em unidades que desenvolvem ações específicas contra o bullying, e 37,2% em escolas que promovem iniciativas para evitar brigas.
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