Responsabilidade Social • 09:23h • 14 de maio de 2026
Governo vai monitorar presença de agrotóxico em bacias hidrográficas
Painel vai ampliar transparência e acesso à informação sobre o tema
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
O governo federal lançou na segunda-feira (11) um painel de monitoramento de agrotóxicos nos recursos hídricos do país. A plataforma reúne dados coletados em bacias hidrográficas de diferentes regiões brasileiras para identificar a presença de pesticidas na água e seus possíveis impactos sobre a vida aquática e o meio ambiente.
O painel disponibiliza informações sobre os pontos de monitoramento distribuídos pelos estados, a quantidade de agrotóxicos rastreados, os percentuais de detecção e outros indicadores relacionados à qualidade da água.
Segundo o governo federal, a ferramenta busca ampliar a transparência e o acesso às informações ambientais, além de fortalecer o debate público, auxiliar na formulação de políticas públicas e orientar ações preventivas.
Durante o lançamento, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que os agrotóxicos representam um dos principais desafios ambientais e sanitários da atualidade, especialmente devido aos impactos sobre organismos aquáticos, polinizadores, solo e saúde humana.
O ministro destacou que o Brasil é uma potência agrícola global, mas que produção e sustentabilidade precisam caminhar juntas. Segundo ele, a competitividade do setor agrícola depende também da preservação da água, da biodiversidade e da saúde da população.
A ferramenta foi desenvolvida no âmbito do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com base em dados de monitoramento realizados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Capobianco afirmou que o painel é resultado de mais de uma década de mobilização de pesquisadores, movimentos sociais e instituições ligadas à agroecologia e à transição ecológica da agricultura. Segundo ele, a agroecologia deixou de ser vista como alternativa marginal e passou a ser reconhecida como modelo viável para sistemas produtivos mais sustentáveis.
O ministro ressaltou que a plataforma ainda está em fase inicial de consolidação. Atualmente, são monitorados 49 tipos de agrotóxicos, mas a expectativa é ampliar esse número e aumentar a cobertura territorial do sistema.
Os dados iniciais mostram que já foram realizadas mais de 10 mil análises de agrotóxicos nos recursos hídricos brasileiros. A frequência de detecção registrada foi de 7,2%. O agrotóxico S-Metolacloro apareceu como o mais identificado, presente em 69,48% das ocorrências detectadas.
Além do monitoramento dos pesticidas, o painel também reúne informações sobre uso predominante do solo, representatividade agrícola das regiões e vulnerabilidade ambiental das bacias hidrográficas analisadas.
Segundo o ministro, antes da criação da plataforma, os dados sobre agrotóxicos estavam dispersos em diferentes órgãos e instituições, o que dificultava análises integradas e a formulação de políticas públicas mais eficientes.
Com a nova ferramenta, o governo pretende oferecer uma plataforma pública de inteligência ambiental capaz de acompanhar tendências, identificar riscos e apoiar decisões relacionadas à preservação dos recursos hídricos e à redução dos impactos ambientais causados pelo uso de agrotóxicos.
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