Policial • 15:17h • 24 de maio de 2026
Golpes virtuais crescem e criminosos migram cada vez mais para o ambiente digital, alerta Polícia Civil
Delegado explica como quadrilhas usam redes sociais, inteligência artificial e engenharia emocional para aplicar fraudes online
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
Os crimes virtuais têm se tornado cada vez mais frequentes e sofisticados no Brasil. Em São Paulo, a Polícia Civil solucionou, em média, um caso de crime cibernético por dia ao longo de 2025. O alerta é do delegado divisionário de crimes cibernéticos, Paulo Barbosa, em entrevista ao podcast SP POD, da Agência SP.
Segundo ele, organizações criminosas perceberam que o ambiente digital oferece mais alcance, rapidez e menor exposição do que os crimes praticados nas ruas.
“Antigamente, para aplicar um golpe, o criminoso precisava abordar uma vítima de cada vez. Hoje, ele consegue disparar mensagens para milhares de pessoas simultaneamente e atingir muito mais vítimas em pouco tempo”, explicou.
A Divisão de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil foi criada em 2021 e atua em investigações envolvendo fraudes digitais, ataques virtuais, organizações criminosas e uso de tecnologias avançadas, incluindo inteligência artificial.
Entre os golpes mais comuns estão falso sequestro, golpe do amor, falso advogado, fraudes financeiras, falsas ofertas de investimento e clonagem de voz por inteligência artificial.
Redes sociais ajudam criminosos a aplicar golpes
De acordo com o delegado, a exposição excessiva nas redes sociais facilita a ação dos criminosos. Fotos, vídeos, rotina e até pequenos trechos de áudio publicados na internet podem ser usados para criar golpes mais convincentes.
Segundo ele, apenas alguns segundos de gravação já podem ser suficientes para criminosos clonarem a voz de uma pessoa usando inteligência artificial.
A Polícia Civil também alerta para os riscos das compras online com promoções muito abaixo do valor de mercado. Muitas vítimas acabam atraídas pelos preços baixos e deixam de verificar a reputação da loja ou do site antes da compra.
Recentemente, uma investigação revelou uma “central do crime” especializada em golpes virtuais. O esquema contava com a participação de um ex-gerente bancário, que fornecia dados de acesso a contas de clientes. O grupo realizava transferências via Pix e utilizava terceiros para lavar dinheiro por meio da compra de imóveis, carros de luxo e investimentos. A operação resultou na prisão dos envolvidos e na apreensão de cerca de R$ 4 milhões em bens.
Entre as principais recomendações da Polícia Civil estão evitar compartilhar dados pessoais nas redes sociais, desconfiar de pedidos urgentes de dinheiro, verificar a procedência de sites antes de compras online e utilizar cartões virtuais em transações na internet.
Em casos de golpe virtual, a orientação é agir rapidamente: comunicar o banco e a operadora de telefonia, bloquear contas e linhas telefônicas e registrar boletim de ocorrência pela Delegacia Eletrônica da Polícia Civil. Segundo o delegado, o registro online permite que a investigação comece imediatamente.
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