Gastronomia & Turismo • 11:15h • 28 de setembro de 2026
Fruta fresca ou enlatada? Entenda as diferenças nutricionais antes de escolher
Pêssego, abacaxi e figo em conserva oferecem praticidade e podem complementar a alimentação, mas a quantidade de açúcar presente na calda merece atenção
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Press À Porter | Foto: Divulgação
As frutas enlatadas podem fazer parte de uma alimentação equilibrada e representam uma alternativa para quem busca praticidade, variedade e acesso a alimentos fora da época de safra. Segundo a Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço), produtos como pêssego, abacaxi e figo em conserva mantêm parte importante de seus nutrientes e podem ser consumidos diretamente ou utilizados em receitas. Entretanto, a presença de açúcar nas caldas exige atenção na hora da compra, especialmente para quem precisa controlar o consumo de doces.
Presentes em bolos, tortas, pavês e outras sobremesas, essas frutas também oferecem a vantagem de permanecer armazenadas por períodos prolongados sem necessidade de refrigeração antes da abertura. A conservação permite que determinados alimentos estejam disponíveis durante todo o ano, independentemente da época de colheita.
O processamento, porém, pode modificar a composição nutricional dos produtos. Embora fibras e minerais sejam relativamente estáveis, algumas vitaminas são sensíveis ao calor e podem sofrer perdas durante a fabricação. Por isso, frutas frescas e enlatadas podem complementar a alimentação, mas não apresentam necessariamente valores nutricionais idênticos.
Pêssego, abacaxi e figo mantêm nutrientes após o processamento
Entre as opções mais conhecidas estão o pêssego em calda, que fornece fibras e minerais, e o abacaxi enlatado, que pode contribuir para a ingestão de vitamina C. O figo também oferece fibras e compostos antioxidantes, enquanto ameixas e goiabas ampliam as possibilidades de consumo fora da estação.
A composição nutricional varia conforme a fruta, o processamento e os ingredientes adicionados. No caso do abacaxi, por exemplo, o aquecimento pode reduzir a atividade da bromelina, enzima naturalmente presente na fruta. O teor de vitamina C também pode diminuir durante a fabricação e o armazenamento.
Segundo Tamara Figueiredo, gerente executiva da Abeaço, o processamento realizado pouco tempo após a colheita contribui para preservar características nutricionais dos alimentos. A entidade destaca que as frutas enlatadas podem fornecer fibras, vitaminas e minerais, além de facilitar o consumo em diferentes épocas do ano.
Açúcar da calda é o principal ponto de atenção
Apesar das vantagens de armazenamento e conservação, nem todas as frutas enlatadas apresentam a mesma composição. Produtos comercializados em calda açucarada podem conter quantidades significativas de açúcar adicionado, aumentando o valor calórico da porção.
A recomendação é verificar a lista de ingredientes e a tabela nutricional antes da compra, dando preferência às versões sem adição de açúcar ou conservadas no próprio suco. A comparação entre marcas também ajuda a identificar diferenças na quantidade de açúcares.
Outro cuidado é observar o tamanho das porções. Mesmo quando o produto contém nutrientes importantes, o consumo frequente de grandes quantidades de calda pode elevar a ingestão diária de açúcar.
Conservação prolongada também ajuda a reduzir o desperdício
A embalagem de aço protege os alimentos contra a exposição à luz e a contaminantes externos. Associada ao processamento térmico e à vedação adequada, essa proteção permite conservar as frutas por períodos prolongados sem necessidade de refrigeração enquanto a embalagem permanece fechada.
A maior durabilidade facilita o planejamento das compras e pode reduzir o desperdício doméstico, especialmente quando determinadas frutas estão fora da safra ou apresentam preços elevados no mercado.
A Abeaço também destaca a possibilidade de reciclagem das embalagens de aço, material que pode ser reaproveitado repetidamente. O benefício ambiental, entretanto, depende do descarte correto e do encaminhamento das latas para a coleta seletiva.
Após a abertura, as frutas devem ser armazenadas conforme as orientações do fabricante, respeitando as condições de refrigeração e o prazo de consumo indicado no rótulo.
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