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Saúde • 18:23h • 09 de janeiro de 2026

Férias deixam de ser pausa e viram estratégia para produtividade no trabalho

Especialista explica por que o descanso regular deixou de ser benefício e passou a ser estratégia para empresas e profissionais

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Digital Trix | Foto: Divulgação

Férias fortalecem saúde mental, produtividade e engajamento no trabalho
Férias fortalecem saúde mental, produtividade e engajamento no trabalho

Parar, descansar e se desconectar do trabalho ainda é um desafio para boa parte dos profissionais. Apesar de serem um direito garantido, as férias seguem sendo adiadas ou fragmentadas, o que impacta diretamente a saúde mental, a produtividade e o engajamento das equipes. Uma pesquisa global da Expedia, com 11,5 mil pessoas, mostra que 62% dos trabalhadores sentem que tiram menos férias do que deveriam.

No Brasil, esse comportamento tem reflexos claros

Dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) indicam crescimento expressivo nos afastamentos por burnout. Em uma década, os registros de licenças associadas ao esgotamento profissional aumentaram quase 1.000%, evidenciando um ambiente de trabalho cada vez mais pressionado e com pouca margem para recuperação física e emocional.

Para Mariana Villalva, sócia da EXEC, consultoria especializada na seleção e desenvolvimento de altos executivos e conselheiros, as férias não são um luxo, mas uma necessidade estratégica. Segundo ela, o descanso é essencial para restaurar energia, reduzir o estresse e preservar a saúde mental. A executiva relata que, ao longo da carreira, vivenciou episódios próximos ao burnout, consequência direta de longos períodos sem pausa.

Durante anos, a rotina de trabalho sem interrupções fez parte de sua realidade. Ela chegou a acumular cerca de 90 dias de férias não tiradas ao longo de sete anos em uma mesma empresa. O impacto, segundo relata, foi sentido no corpo e na mente, com episódios recorrentes de doenças oportunistas, dores constantes e até a necessidade de uma cirurgia no estômago. A experiência serviu de alerta para a mudança de hábitos.

Com a adoção de períodos regulares de descanso, Mariana percebeu ganhos claros no desempenho profissional. Após as férias, relata retorno com mais foco, criatividade e capacidade de tomar decisões estratégicas. Ao mesmo tempo, passou a priorizar viagens, autocuidado e equilíbrio pessoal, sem prejuízo aos resultados da empresa. Pelo contrário, segundo ela, a produtividade e a captação de novos projetos se mantiveram em alta.

O papel da liderança no descanso saudável

Para a executiva, a liderança tem papel central na construção de uma cultura que valorize o descanso. Líderes que não tiram férias ou permanecem conectados o tempo todo acabam transmitindo a ideia de que a pausa não é segura. Dar o exemplo, planejar ausências e incentivar o time a usufruir do período completo de férias são atitudes que fortalecem o engajamento e a confiança.

Nos últimos anos, Mariana passou a organizar suas próprias férias ao longo do ano, mesmo que não de forma contínua, e a estimular a equipe a fazer o mesmo. Entre as práticas adotadas estão conversas abertas sobre saúde mental, planejamento antecipado de demandas, divisão clara de responsabilidades e respeito rigoroso aos períodos de descanso, evitando mensagens e ligações desnecessárias.

Ela destaca que colaboradores descansados se sentem mais valorizados, retornam mais motivados e apresentam maior capacidade de concentração e tomada de decisão. O equilíbrio entre vida pessoal e profissional deixa de ser discurso e passa a se refletir no dia a dia das equipes.

Descanso como parte da estratégia organizacional

Criar uma cultura que respeite as férias exige planejamento e transparência. Incentivar férias programadas, normalizar o diálogo sobre saúde mental e garantir segurança para a desconexão são fatores decisivos para ambientes de trabalho mais saudáveis. Práticas simples, como o uso de respostas automáticas durante o período de ausência, ajudam a preservar o descanso e evitam a sensação de culpa do colaborador.

Para Mariana, investir em bem-estar não é apenas uma questão individual, mas organizacional. A adoção de práticas voltadas ao cuidado mental e físico contribui para reduzir afastamentos, aumentar a produtividade sustentável e fortalecer o vínculo entre empresa e equipe. Em um cenário de alta pressão e competitividade, o descanso deixa de ser pausa improdutiva e passa a ser parte essencial da performance de longo prazo.

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