• Caso no BBB 26 expõe impactos psicológicos do assédio em contextos de superexposição
  • Caso Varginha ganha relatos ineditos, documentos e análise médica em live internacional
  • Louvre: um encontro emocionante com a história, a arte e a alma de Paris
Novidades e destaques Novidades e destaques

Saúde • 07:58h • 04 de março de 2025

Forma leve da Covid-19 pode causar desequilíbrio no sistema cardiovascular, revela estudo

Em estudo com 130 voluntários conduzido na UFSCar, foi observada diminuição drástica na capacidade de o coração se adaptar às demandas ambientais e fisiológicas

Agência SP | Foto: Andréia Machado Santos

Alguns voluntários apresentavam fatores de risco para doença cardiovascular, que aparentemente foram potencializados pela Covid-19.
Alguns voluntários apresentavam fatores de risco para doença cardiovascular, que aparentemente foram potencializados pela Covid-19.

Pessoas que tiveram Covid-19, incluindo quadros leves, tendem a apresentar no curto e médio prazo desequilíbrios no sistema cardiovascular, precisando buscar tratamento de reabilitação. Foi o que constatou um estudo com 130 voluntários conduzido na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) com apoio da Fapesp.

Segundo dados divulgados na revista Scientific Reports, os participantes testados até seis semanas após a infecção apresentaram uma diminuição drástica na variabilidade da frequência cardíaca (VFC), ou seja, na variação do tempo entre cada batimento do coração. Já aqueles testados nos períodos entre dois e seis meses ou entre sete e 12 meses após a infecção mostraram melhoras paulatinas, mas sem chegar ao patamar do grupo-controle (composto por pessoas não infectadas pelo SARS-CoV-2).

A VFC é considerada um bom indicador da saúde, pois sinaliza a capacidade do coração de se adaptar às demandas fisiológicas. Dessa forma, quanto menor for o índice, pior os ajustes da frequência cardíaca e a adaptação a estressores ambientais (situações de fuga, angústia e medo) e fisiológicos (inflamação sistêmica, característica da Covid-19, por exemplo).

“Este estudo reforça a necessidade de programas de reabilitação até para pessoas que tiveram Covid-19 leve e não foram hospitalizadas. Os participantes tinham em média 40 anos de idade e alguns apresentavam fatores de risco para doença cardiovascular, como colesterol elevado, tabagismo, diabetes, obesidade e hipertensão arterial. Aparentemente, a Covid-19 potencializou esse desequilíbrio cardiovascular e, por consequência, aumentou o risco de doenças”, conta Audrey Borghi Silva, coordenadora do Laboratório de Fisioterapia Cardiopulmonar (Lacap) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O impacto da Covid-19 no controle autonômico cardíaco tem sido demonstrado em diversos estudos. “Nossa pesquisa contribui para a confirmação desse impacto e demonstra que ele pode acontecer também em indivíduos jovens ou de meia-idade que tiveram Covid-19 leve e não precisaram ser hospitalizados”, destaca Aldair Darlan Santos-de-Araújo, pesquisador da UFSCar e primeiro autor do artigo.

Descompasso

Além da menor variabilidade da frequência cardíaca, os pesquisadores observaram nos voluntários infectados pelo SARS-CoV-2 uma predominância do sistema nervoso simpático sobre o parassimpático. Estas são as duas faces do sistema nervoso autônomo, que controla as funções involuntárias do organismo, como a pressão arterial e a temperatura corporal. Enquanto o sistema parassimpático, entre outras tarefas, faz o coração desacelerar quando necessário, cabe ao simpático aumentar a frequência cardíaca em situações que envolvam perigo e medo, por exemplo.

“O bom funcionamento cardiovascular exige um equilíbrio entre esses dois mecanismos e, o que observamos, é que o impacto negativo da infecção pela Covid-19 nesses indivíduos provocou um desbalanço no sistema nervoso autonômico”, conta Santos-de-Araújo. “O padrão observado – de redução da variabilidade da frequência cardíaca e predominância do sistema nervoso simpático [ou redução da atividade parassimpática] – indica não apenas diminuição da modulação autonômica global, mas também sugere uma maior probabilidade de desfechos cardiovasculares desfavoráveis.”

Além disso, destacam os pesquisadores, os resultados inferem uma possível fase de transição da recuperação autonômica cardíaca, uma vez que os indivíduos avaliados no grupo com maior tempo de recuperação desde o diagnóstico apresentavam um comportamento melhor desse equilíbrio simpático-parassimpático.

“Esse efeito transitório pode ser observado com mais clareza no grupo avaliado mais precocemente [até seis semanas após a infecção], que apresentava pior variabilidade de frequência cardíaca, melhorando progressivamente com o tempo, contudo, não atingindo os níveis observados no grupo de participantes não infectados”, explica Santos-de-Araújo.

O estudo mostrou ainda que a dispneia (falta de ar) foi o sintoma mais comum entre os indivíduos com pior modulação autonômica cardíaca, mas não foi o único. “No grupo dos indivíduos monitorados no período mais próximo da infecção observamos maior percentual de tosse [47%], fadiga [50%], cefaleia [56%], ageusia [perda do paladar, 53%], ansiedade [62%], coriza [50%] e maior prevalência de indivíduos não vacinados [44%]”, conta Santos-de-Araújo.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 19:45h • 24 de janeiro de 2026

Caso no BBB 26 expõe impactos psicológicos do assédio em contextos de superexposição

Especialistas analisam como a exposição midiática pode agravar o sofrimento emocional, mas também abrir espaço para conscientização quando há respeito à autonomia da vítima

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 18:49h • 24 de janeiro de 2026

Caso Varginha ganha relatos ineditos, documentos e análise médica em live internacional

Relatos inéditos reúnem testemunhas civis, avaliação médica e indícios documentais, ampliando o debate científico e institucional sobre um dos episódios mais controversos e mal resolvidos da ufologia mundial

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 17:32h • 24 de janeiro de 2026

Como TikTok, Instagram e WhatsApp estão virando ambientes completos de consumo em 2026

Conteúdo, recomendação, pagamento e recompra passam a acontecer dentro das plataformas, redefinindo a lógica de crescimento das marcas digitais em 2026

Descrição da imagem

Economia • 16:31h • 24 de janeiro de 2026

Início do ano expõe fragilidades financeiras e aumenta perdas entre apostadores

Desorganização financeira no início do ano e decisões impulsivas aumentam perdas nas apostas esportivas

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 16:13h • 24 de janeiro de 2026

Louvre: um encontro emocionante com a história, a arte e a alma de Paris

Entre palácios, jardins e obras que atravessaram séculos, visitar o Louvre é mergulhar na grandiosidade da humanidade. Uma experiência que emociona tanto dentro do museu quanto em seus espaços externos icônicos

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 15:46h • 24 de janeiro de 2026

Exibição gratuita no Cine FEMA Piracaia amplia acesso ao cinema de qualidade em Assis

Iniciativa da Secretaria Municipal da Cultura amplia acesso ao cinema de qualidade e reforça oferta cultural fora do circuito comercial

Descrição da imagem

Educação • 15:10h • 24 de janeiro de 2026

Piso do magistério tem reajuste de 5,4% e vai a R$ 5,1 mil em 2026

MP assinada por Lula atualiza valor, que cresce acima da inflação

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 14:53h • 24 de janeiro de 2026

Sofhya Vaqueira: infância no campo, autismo e uma história que conquistou a internet

Aos 7 anos, menina autista soma 1 milhão de seguidores ao compartilhar uma rotina simples, familiar e acompanhada de perto pelos pais

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar