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Responsabilidade Social • 08:32h • 18 de novembro de 2025

Finanças verdes já são realidade em SP, com R$ 250 milhões destinados a reflorestamento e saneamento

Por meio da Desenvolve SP, Estado de São Paulo reúne investimentos diversificados em fundos florestais, de saneamento e de agro sustentável, incluindo biocombustíveis

Agência SP | Foto: Governo de SP

Área reflorestada em São Sebastião.
Área reflorestada em São Sebastião.

Enquanto a 30ª Conferência do Clima das Nações Unidas discute o futuro das finanças verdes, a Desenvolve SP, agência de fomento do Estado de São Paulo, já comprometeu R$ 250 milhões em fundos estruturados com tese em reflorestamento, florestas sustentáveis, saneamento, agro sustentável e biocombustíveis.

Somados aos demais fundos de inovação, saúde, tecnologia e indústria, a carteira de fundos estruturados da Desenvolve SP ultrapassa R$ 485 milhões em compromissos e já acompanha 27 empresas de forma indireta, com projeção de superar 40 no curto prazo, à medida que novos investimentos são concluídos.

O impacto por trás desses investimentos

Financiar reflorestamento, florestas sustentáveis e saneamento via fundos significa transformar ambições da agenda climática em ações concretas: regenerar biomas, proteger nascentes, garantir água tratada, reduzir doenças, criar emprego formal e novas cadeias produtivas em territórios que mais precisam, como é o caso do Vale do Ribeira, uma das regiões mais vulneráveis do estado.

Diferente de ações pontuais, fundos estruturados atraem capital privado, diluem risco e sustentam projetos de longo prazo. O dinheiro não fica parado em tese: ele se converte em área restaurada, rede de esgoto instalada, perdas de água reduzidas, usinas de biocombustíveis mais eficientes, agricultores com renda mais estável e cidades mais preparadas para eventos climáticos extremos.

Como o capital se transforma em floresta

Fundos com tese em reflorestamento e florestas sustentáveis aplicam recursos em ativos florestais e concessões que geram valor econômico junto com serviços ambientais, financiando, na prática, o reflorestamento e a restauração de áreas degradadas, o manejo florestal sustentável com colheita planejada e reposição de estoques, sistemas agroflorestais que combinam árvores, alimentos e renda, aumentando a biodiversidade e protegendo o solo, além de cadeias de madeira de base plantada, produtos florestais não madeireiros e créditos de carbono. O retorno para a sociedade aparece em indicadores como emissões evitadas, água e solo protegidos, trabalho formal no interior e aumento da resiliência climática.

Saneamento como tese de investimento

Fundos com tese em saneamento financiam a expansão e a modernização de companhias e concessionárias responsáveis por água e esgoto, destinando recursos à construção e ampliação de estações de tratamento de esgoto e redes coletoras, à melhoria dos sistemas de abastecimento de água, com redução de perdas e modernização de adutoras e reservatórios, e a investimentos em reuso de água, gestão de lodos e eficiência energética em todo o sistema. Para a sociedade, o retorno aparece na melhoria da qualidade de vida, com menos internações por doenças hídricas, melhor desempenho escolar e aumento de produtividade no trabalho, além da valorização urbana e da atração de novos investimentos privados.

Vinci Lacan: novo fundo florestal reforça agenda de reflorestamento

O fundo florestal da Vinci Lacan é a mais recente peça dessa estratégia. Ele investirá em florestais com foco em manejo sustentável, recuperação de áreas degradadas, restauração ecológica, e geração de créditos de carbono, priorizando territórios com alto potencial ambiental e social. A tese combina conservação de biomas, geração de emprego local e receitas de longo prazo em cadeias florestais estruturadas.

Este fundo se soma aos outros fundos da carteira da agência que conta com o FIP Pátria Latam Reforest Fund, que investe em reflorestamento produtivo, restauração florestal e sistemas agroflorestais, e ao FIDC -Mauá Saneamento, estruturado para financiar empresas de saneamento em projetos de ampliação de redes, tratamento de esgoto e melhoria da qualidade da água.

Esses fundos ajudam a levar capital paciente para regiões historicamente menos atendidas pelo investimento privado, assim como ocorre no Vale do Ribeira, articulando conservação ambiental, serviços ecossistêmicos e inclusão produtiva.

Régia e BTG: agro sustentável e biocombustíveis

No campo do agro sustentável, a Desenvolve SP ainda participa do FIDC Régia e do FIDC BTG. Esses fundos financiam produtores e empresas do agronegócio que investem em eficiência produtiva e modernização de maquinário, boas práticas ambientais, conservação de solo e água, além de biocombustíveis e cadeias integradas de menor emissão de carbono.

Com essa estratégia, o Estado de São Paulo, por meio da Desenvolve SP, se antecipa às discussões da agenda da COP30 e já transforma os debates sobre clima, saneamento e agro sustentável em ações concretas no território paulista.

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