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Economia • 09:02h • 01 de maio de 2026

Fim da escala 6x1: estudos divergem sobre impactos no PIB e inflação

Impactos da redução de jornada viram disputa entre economistas

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1

As propostas de redução da jornada de trabalho no Brasil, em tramitação no Congresso Nacional, têm mobilizado pesquisadores sobre os possíveis impactos da medida na economia, a partir do fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso, a chamada 6x1.
As propostas de redução da jornada de trabalho no Brasil, em tramitação no Congresso Nacional, têm mobilizado pesquisadores sobre os possíveis impactos da medida na economia, a partir do fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso, a chamada 6x1.

As propostas de redução da jornada de trabalho no Brasil, em debate no Congresso Nacional, têm mobilizado especialistas sobre os possíveis impactos econômicos, especialmente com o fim da escala 6x1, de seis dias trabalhados para um de descanso.

Estudos de entidades empresariais projetam efeitos negativos, como queda no Produto Interno Bruto (PIB) e aumento da inflação. Já análises da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam um cenário diferente, com impactos mais limitados, possibilidade de geração de empregos e até crescimento do PIB.

Para a economista da Unicamp Marilane Teixeira, as divergências entre os estudos refletem não apenas aspectos técnicos, mas também visões distintas sobre o tema. Segundo ela, parte das análises parte do pressuposto de que a redução das horas trabalhadas levaria automaticamente à queda na produção, sem considerar ajustes que ocorrem no mercado de trabalho.

Ela avalia ainda que a resistência de empregadores pode influenciar projeções mais pessimistas, ao focar nos impactos diretos sobre os negócios, sem considerar efeitos mais amplos na economia.

Previsões

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais poderia gerar perda de R$ 76 bilhões no PIB, equivalente a uma queda de 0,7%. No setor industrial, a retração poderia chegar a 1,2%.

Já a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) calcula aumento de 21% nos custos com a folha salarial, com possibilidade de repasse ao consumidor, elevando preços em até 13%. A CNI projeta alta média de 6,2%.

Custos x benefícios

O estudo do Ipea indica impactos mais moderados. Segundo a análise, o aumento no custo do trabalho não ultrapassaria 10% nos setores mais afetados, com média de 7,8%. Considerando o custo total das empresas, o impacto variaria entre 1% e 6,6%, dependendo do setor.

A pesquisa aponta que a maioria dos segmentos tem capacidade de absorver esses custos, embora pequenas empresas, com até nove funcionários, possam enfrentar mais dificuldades e necessitar de apoio na transição.

Inflação dos preços

Entidades empresariais defendem que o aumento de custos tende a ser repassado ao consumidor, pressionando os preços. Já pesquisadores do Ipea avaliam que o impacto inflacionário seria limitado, podendo ser absorvido parcialmente pelas empresas.

A economista da Unicamp também considera improvável um aumento generalizado de preços, destacando que setores com capacidade ociosa poderiam ampliar a oferta sem repasses significativos.

Divergências

As diferenças entre os estudos decorrem de premissas distintas. Enquanto algumas análises consideram que a redução da jornada diminui a produção, outras partem da hipótese de que a medida pode estimular contratações e dinamizar a economia.

Especialistas destacam que projeções econômicas dependem de hipóteses adotadas, o que explica resultados divergentes sem necessariamente invalidar os estudos.

Produtividade

Um dos pontos centrais do debate é a produtividade. Para representantes da indústria, é improvável que haja ganhos suficientes para compensar a redução das horas trabalhadas, diante do histórico de estagnação no país.

Por outro lado, há avaliações de que jornadas menores podem até contribuir para maior produtividade, ao melhorar as condições de trabalho e o desempenho dos trabalhadores.

Evolução histórica

A Constituição de 1988 reduziu a jornada semanal de 48 para 44 horas. Estudos posteriores não identificaram efeitos negativos relevantes sobre o emprego naquele período.

No entanto, há divergências sobre a comparação com o cenário atual, já que a economia brasileira passou por mudanças significativas nas últimas décadas, como maior integração global e avanços tecnológicos.

O debate segue aberto, com diferentes visões sobre os impactos econômicos e sociais da possível redução da jornada de trabalho no país.

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