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Economia • 20:35h • 12 de novembro de 2025

Festas milionárias ainda pagam pouco a freelancers e microfornecedores

Modelo de subcontratações sucessivas e cobrança de comissões reduz remuneração de quem executa o serviço final

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lara Assessoria | Foto: Divulgação

Plataforma conecta pequenos fornecedores a contratantes e propõe cadeia mais justa
Plataforma conecta pequenos fornecedores a contratantes e propõe cadeia mais justa

Mesmo em produções de alto orçamento, profissionais autônomos e microfornecedores continuam recebendo valores reduzidos. É o que revela uma análise da plataforma Celebrar, que aponta a estrutura de subcontratações e as múltiplas camadas de comissionamento como os principais fatores que comprimem a remuneração dos prestadores de serviços no setor de eventos.

O modelo em cascata, no qual um serviço passa por diversos intermediários antes de chegar ao contratante, faz com que as margens se diluam e a última ponta — geralmente formada por freelancers e microempreendedores individuais (MEIs) — seja a mais prejudicada. Estima-se que cada evento envolva cerca de dez fornecedores distintos, entre equipes de staff, decoração, buffet, música, bebidas e estrutura.

Um exemplo recente ocorreu no Rio de Janeiro, em um evento de aniversário com orçamento superior a R$ 80 mil apenas em estrutura e locação. Apesar dos altos investimentos, profissionais autônomos relataram pagamentos desproporcionais, pois parte significativa do valor total foi absorvida por comissões e bônus intermediários.

De acordo com o IBGE, o Brasil contava com 14,6 milhões de MEIs em 2022, representando 18,8% dos ocupados formais. No setor de eventos, esse grupo é maioria: levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que micro e pequenas empresas correspondem a 76,8% dos fornecedores da área.

Para Camila Florentino, fundadora e CEO da Celebrar, o problema é estrutural. “Hoje, 94% dos prestadores de serviços em eventos são micro e pequenas empresas, e mais de 2,5 milhões de MEIs atuam diretamente nesse ecossistema. Um mesmo serviço pode acumular até oito comissões sucessivas, conhecidas como BV (bônus de venda). Isso faz com que o microempreendedor que entrega o trabalho final receba apenas uma fração do valor gerado”, explica.

Plataforma Celebrar

A Celebrar busca reduzir essas distorções conectando fornecedores e contratantes de forma direta, eliminando intermediários e promovendo transparência nas negociações. A iniciativa se alinha à ODS 8 da ONU, que trata de trabalho decente e crescimento econômico.

“Quando eliminamos as camadas intermediárias, não é só o fornecedor que ganha. O contratante também reduz custos e melhora a qualidade do serviço. O desafio é reestruturar a cadeia para que o crescimento do setor venha acompanhado de justiça e valorização profissional”, conclui Florentino.

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