Educação • 13:55h • 10 de setembro de 2026
FEMA entra em articulação regional de tecnologia e IA que mira parcerias com Google e AWS
Professores da instituição participaram do lançamento de polo que reúne universidades, empresas e poder público para ampliar capacitação, atrair investimentos e fortalecer o setor tecnológico no interior paulista
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Fema | Foto: Divulgação
Professores dos cursos de Tecnologia da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA) participaram do lançamento do Polo de Tecnologia da Informação e de Inteligência Artificial de Marília e Região, iniciativa criada para aproximar instituições de ensino, empresas, centros de pesquisa e poder público. O evento ocorreu em 26 de agosto, no Anfiteatro da Reitoria da Universidade de Marília (Unimar), e abre possibilidades de novas parcerias, capacitação e conexão dos profissionais e estudantes da região com o mercado de tecnologia.
O Polo é liderado pela Cadeia Produtiva Local de Tecnologia da Informação de Marília e Região (CPL-TI), com governança da Associação de Empresas de Serviços de Tecnologia da Informação (Asserti). Entre os objetivos estão ampliar a capacitação em inteligência artificial, estimular o empreendedorismo digital e aproximar o ecossistema regional de grandes empresas do setor, como Google e AWS.
Pela FEMA, participaram os professores Diomara Martins Reigato Barros, Almir Rogério Camolesi e Guilherme de Cleva Farto. A presença da instituição busca aproximar a formação acadêmica das mudanças que já atingem empresas e profissões ligadas à tecnologia.
Polo quer conectar talentos do interior a grandes mercados
Para a coordenadora do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Diomara Martins Reigato Barros, a articulação cria oportunidades para conectar profissionais formados no interior a mercados maiores e estabelecer novas parcerias.
“Para os cursos de Tecnologia da FEMA, a participação nessa iniciativa é muito importante, porque podemos contribuir na formação de talentos, conectar profissionais do interior a grandes mercados e impulsionar a transformação digital em toda a região. Esse networking nos proporciona trazer parcerias com a Google e AWS”, afirma.
A aproximação também permite que os cursos acompanhem demandas e tendências do setor tecnológico e incorporem essas transformações à formação oferecida aos estudantes.
Startups e investimentos estão entre as expectativas
O professor Almir Rogério Camolesi avalia que a criação do Polo pode ampliar a visibilidade do que já é desenvolvido tecnologicamente na região e atrair a atenção de empresas, investidores e profissionais de outros centros.
A expectativa é que essa concentração de instituições e conhecimento também favoreça o surgimento de empresas e startups. “Vão voltar os olhos para uma região onde vai estar focando no crescimento da tecnologia. E, com isso, muitas oportunidades, muitas empresas, muitas startups irão surgir nos próximos anos”, afirma Camolesi.
O movimento busca fazer com que soluções desenvolvidas no interior não atendam somente às necessidades locais, mas possam alcançar outros mercados a partir das competências e potencialidades existentes na região.
IA já transforma empresas e mercado de trabalho
Também participante do lançamento, Guilherme de Cleva Farto, professor da FEMA e gerente de Engenharia do Segmento de Agro da TOTVS, em Assis, destaca que a inteligência artificial já influencia o mercado de trabalho e os processos das empresas.
Segundo ele, polos tecnológicos podem funcionar como pontes entre academia, empresas e poder público, facilitando o desenvolvimento de soluções, a retenção de profissionais especializados e a atração de investimentos para a região.
Outra possibilidade apontada pelo professor é a utilização de programas de Sandbox, ambientes que podem permitir testes de novos algoritmos e softwares com maior agilidade e segurança jurídica. A integração também pode contribuir para reduzir custos de pesquisa e desenvolvimento e facilitar o acesso das empresas a novas tecnologias.
Com a participação no Polo, a FEMA passa a integrar uma articulação regional que pretende transformar a aproximação entre ensino e setor produtivo em projetos, capacitação e novas oportunidades para estudantes e profissionais de tecnologia.
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