• ICMS reforça caixa de Assis com mais de R$ 2,2 milhões e fecha janeiro acima de R$ 4,6 milhões
  • API, LGPD e mensagens em 2026: o que empresas podem ou não fazer na comunicação digital
  • Representatividade e infância: o que a Barbie autista revela sobre meninas com TEA
Novidades e destaques Novidades e destaques

Educação • 11:19h • 10 de novembro de 2024

Faculdades e EaD podem aumentar o acesso ao ensino público superior

Uma das propostas é a criação de faculdades federais

Agência Brasil | Foto: Divulgação/MCTIC

Atualmente, as vagas em EaD são majoritariamente mantidas pelo setor privado, 71,7%, contra 12,9% no setor público. A proposta é que as instituições federais expandam a oferta dessa modalidade.
Atualmente, as vagas em EaD são majoritariamente mantidas pelo setor privado, 71,7%, contra 12,9% no setor público. A proposta é que as instituições federais expandam a oferta dessa modalidade.

Faculdades públicas, cursos noturnos e expansão do ensino a distância (EaD) em cursos superiores são algumas das propostas do grupo de trabalho da Academia Brasileira de Ciências (ABC) para aperfeiçoar o ensino superior público e democratizar o acesso à educação de qualidade. As propostas estão no relatório Um olhar sobre o ensino superior no Brasil, divulgado na quinta-feira (7), pela ABC.

Entre as principais propostas está a criação de faculdades federais, que são instituições voltadas exclusivamente para o ensino, mirando na formação de profissionais qualificados a um custo menor por aluno, de forma a expandir o acesso de estudantes ao ensino superior público.

Atualmente, as universidades federais dedicam-se também à pesquisa e à extensão, que é a interação com a sociedade, em projetos voltados para melhorias sociais. A proposta seriam instituições públicas focadas exclusivamente em formar estudantes no ensino superior. A ideia é facilitar a abertura de vagas que se adaptem às demandas atuais dos estudantes, como maior flexibilidade e acesso ao ensino noturno, por exemplo.

No Brasil, de acordo com o relatório, apenas 22% da população entre 25 e 34 anos têm diploma universitário. Esse percentual está abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é 47%. Além disso, 79% das matrículas estão concentradas no setor privado.

“Isso é um número muito pequeno, se a gente pensa em um país que precisa se desenvolver com rapidez”, diz o professor do Instituto de Física da UFRJ Rodrigo Capaz, membro titular da ABC, que fez parte do grupo de trabalho (GT).

Sobre as faculdades federais, ele explica: “Quando a gente olha experiências ao redor do mundo, a gente ver que em nenhum país do mundo a massificação ou a democratização do ensino superior ocorreu através das universidades de pesquisa. Porque apesar de elas serem enfim altamente qualificadas para realizar pesquisa, elas acabam tendo um gasto por aluno que é maior do que outro tipo de instituição que seria dedicada apenas ao ensino”.

Além das faculdades federais, o documento também propõe a criação de Centros de Formação em Áreas Estratégicas (CFAEs) nas universidades públicas. Eles seriam voltados para seis campos: bioeconomia; agricultura e agronegócio; transição energética; saúde e bem-estar; transformação digital e inteligência artificial; e materiais avançados e tecnologias quânticas. Esses centros atuariam de forma interdisciplinar, promovendo a criação de soluções aplicáveis e o desenvolvimento de novas tecnologias para essas áreas estratégicas.

Ensino a distância

O relatório propõe ainda a ampliação e qualificação da oferta de cursos públicos na modalidade EaD, destinados àqueles que precisam de flexibilidade.

A EaD teve um forte crescimento nos últimos anos. Entre 2011 e 2021, o número de estudantes em cursos superiores de graduação, na modalidade de educação a distância (EaD), aumentou 474%. No mesmo período, a quantidade de estudantes que ingressaram em cursos presenciais diminuiu 23,4%. Em 2022, 81% dos alunos ingressantes em cursos de licenciatura em 2022, se matricularam na modalidade de ensino a distância.

Essa expansão, no entanto, acendeu um alerta para a necessidade de se garantir a qualidade na oferta desses cursos. Por isso, o Ministério da Educação (MEC) suspendeu até 2025 a criação de novas vagas em EaD, para que seja feita uma revisão do marco regulatório desses cursos.

Atualmente, as vagas em EaD são majoritariamente mantidas pelo setor privado, 71,7%, contra 12,9% no setor público. A proposta é que as instituições federais expandam a oferta dessa modalidade.

“A gente não pode negar que o ensino à distância é uma demanda real, e eu acho que irreversível, da sociedade moderna. Óbvio que nem todos os cursos vão ser EaD e não é isso que a gente propõe, mas que a gente possa usar esse instrumento, que é um instrumento poderoso de expansão do ensino, que possibilita, por exemplo, que os alunos em localidade de difícil acesso sejam atendidos ou alunos um pouco disponibilidade de horário que precisam de flexibilizar o seu horário”, defende, Capaz.

Valorização do ensino superior

Segundo Capaz, o trabalho do grupo pretende também valorizar o ensino superior e ampliar o acesso a ele pela população brasileira. “Existe ainda muito espaço e necessidades para a gente aumentar a fração de brasileiros com ensino superior. E isso é que em última análise vai levar ao desenvolvimento do país”, diz.

O relatório é apresentado em um contexto de corte de gastos do governo federal. Mesmo assim, para a presidente da Academia Brasileira de Ciências e também uma das integrantes do GT, Helena Nader, a educação deve ser priorizada.

“Educação, na nossa visão da Academia, deveria ser uma prioridade do Estado brasileiro. Sem educação não vai haver economia estável e não vai haver justiça social. Sabemos dos cortes, mas o país precisa de mais pessoal qualificado profissionalmente, inclusive frente a essas mudanças que vêm em função da inteligência artificial”, afirma.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Cidades • 12:28h • 27 de janeiro de 2026

Curso gratuito de Cozinhalimento em Quatá está com inscrições abertas até quinta

Inscrições presenciais seguem abertas até quinta-feira, dia 29, na Secretaria de Promoção Social

Descrição da imagem

Esporte • 12:00h • 27 de janeiro de 2026

Vocem apresenta projeto 2026 com foco na base, gestão responsável e novo ciclo em Assis

Evento no Fejó Music and More reuniu diretoria, elenco, autoridades e patrocinadores para marcar o início de um novo momento do clube

Descrição da imagem

Saúde • 11:48h • 27 de janeiro de 2026

Inflamação intestinal ativa aumenta risco de ansiedade, depressão e distúrbios do sono, aponta estudo

Pacientes com doença de Crohn que estavam com a inflamação ativa no intestino apresentaram pior qualidade do sono, mais cansaço, fadiga e sintomas de ansiedade e depressão

Descrição da imagem

Saúde • 11:03h • 27 de janeiro de 2026

Sal, azeite e doce de leite na mira da Anvisa; confira

Produtos não podem ser comercializados

Descrição da imagem

Educação • 10:46h • 27 de janeiro de 2026

Prouni 2026: abertas as inscrições para o primeiro semestre

Candidatos ao processo seletivo do 1º semestre de 2026 do Programa Universidade para Todos podem se inscrever até 29/1 pelo Portal Acesso Único. Com mais de 594 mil bolsas, essa é a maior oferta da história do Prouni

Descrição da imagem

Saúde • 10:04h • 27 de janeiro de 2026

Após cinco anos de vacinação, covid recua, mas ainda preocupa

Em 2025, foram registradas 1,7 mil mortes após infecção da doença

Descrição da imagem

Policial • 09:45h • 27 de janeiro de 2026

Botão do pânico e BO digital: como aplicativo reforça a proteção de mulheres contra a violência

Aplicativo SP Mulher Segura foi desenvolvido pelo Governo de São Paulo para ampliar a rede de acolhimento e proteção às vítimas

Descrição da imagem

Saúde • 09:21h • 27 de janeiro de 2026

Por que a vacina que combate bronquiolite é importante para gestantes e bebês?

Imunizante será oferecido no SUS pela primeira vez, devido a uma parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica norte-americana Pfizer

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar