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Ciência e Tecnologia • 12:05h • 28 de junho de 2025

Estudo: Microplásticos em alimentos ultraprocessados podem estar ligados a transtornos cerebrais

Pesquisas revelam maior risco de depressão, ansiedade e insônia em consumidores frequentes de produtos industrializados com alta concentração de partículas plásticas

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Bowler Assessoria | Foto: Divulgação

Alimentos ultraprocessados podem aumentar risco de depressão e ansiedade
Alimentos ultraprocessados podem aumentar risco de depressão e ansiedade

Uma série de quatro artigos científicos publicados na edição de maio da revista Brain Medicine levanta um novo alerta sobre os impactos dos alimentos ultraprocessados na saúde mental e neurológica. Os estudos indicam que esses produtos contêm microplásticos - partículas de plástico com menos de 5 mm - que podem atravessar barreiras de proteção do cérebro, se acumular no tecido cerebral e aumentar significativamente o risco de doenças como depressão, ansiedade e distúrbios do sono.

Segundo os autores, ao longo da vida, uma pessoa pode acumular o equivalente a uma colher de microplásticos no cérebro, boa parte oriunda da ingestão de alimentos altamente industrializados. Os dados mostram que o risco de desenvolver depressão em quem consome esses produtos com frequência é 22% maior. Já o risco de ansiedade sobe para 48%, e o de insônia ou distúrbios do sono chega a 41%.

Marcus Tulius, neurologista do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), da Rede Américas, destaca que alimentos como salsichas, biscoitos recheados e nuggets representam grande parte da ingestão calórica em países como os Estados Unidos e concentram níveis muito superiores de microplásticos em comparação aos alimentos naturais. “O estudo estima, por exemplo, que os nuggets de frango tenham até 30 vezes mais microplásticos por grama do que os peitos de frango”, afirma o especialista.

As pesquisas revelam que os microplásticos conseguem ultrapassar a barreira hematoencefálica - uma estrutura que protege o sistema nervoso central - e se alojar no cérebro. Essa exposição prolongada pode provocar inflamações e alterações nas funções cerebrais, contribuindo para o desenvolvimento de quadros depressivos, ansiosos e de demência.

Outro estudo citado, publicado na revista Nature, identificou uma maior presença dessas partículas no cérebro de pacientes com diagnóstico confirmado de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer. Uma das substâncias apontadas como mais preocupantes é o poliestireno, presente em diversos tipos de embalagens e alimentos processados.

Embora ainda não exista tratamento para reverter o acúmulo dessas partículas no cérebro, os especialistas reforçam a importância da prevenção. A principal recomendação é reduzir o consumo de ultraprocessados e priorizar uma alimentação baseada em frutas, legumes, verduras e alimentos in natura, contribuindo não apenas para a saúde física, mas também para a saúde mental a longo prazo.

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