Ciência e Tecnologia • 15:03h • 21 de março de 2026
Estudo indica avanço da cannabis medicinal na cognição da síndrome de Down
Pesquisa indica melhora cognitiva com uso contínuo, mas especialistas reforçam necessidade de acompanhamento médico
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Onix Press | Foto: Divulgação
O Dia Mundial da Síndrome de Down, celebrado neste sábado, em 21 de março, reforça a importância de avanços no cuidado e na qualidade de vida dessa população. Entre as possibilidades terapêuticas em estudo, a cannabis medicinal tem ganhado atenção por seu potencial impacto em funções cognitivas.
Uma pesquisa conduzida pela Universitat Pompeu Fabra, na Espanha, aponta que o uso contínuo de compostos derivados da planta pode contribuir para a melhora da memória e da capacidade de aprendizado em pessoas com síndrome de Down.
Resultados ainda são iniciais
O estudo, em fase pré-clínica, identificou que a modulação do sistema endocanabinoide, ligado a funções como memória e equilíbrio neural, pode reduzir inflamações cerebrais e corrigir alterações em receptores associados à cognição.
Os resultados indicam um caminho promissor, especialmente na perspectiva de cuidado contínuo ao longo da vida, com foco na preservação das funções cognitivas.
A síndrome de Down é a causa genética mais comum de deficiência intelectual e está associada a desafios no desenvolvimento cognitivo, além de maior risco de condições neurodegenerativas ao longo do envelhecimento.
Detalhe do hipocampo de indivíduos de controle (à esquerda) e com síndrome de Down (à direita), com o receptor CBR1 em destaque na cor marrom e núcleos neuronais em lilás | Crédito: Universitat Pompeu Fabra (UPF)
Cannabis medicinal ganha espaço no debate
Nos últimos anos, o uso terapêutico da cannabis tem sido estudado para auxiliar no controle de sintomas como ansiedade, distúrbios do sono, hiperatividade e alterações cognitivas.
O canabidiol, um dos principais compostos da planta, é apontado como possível agente com efeito calmante e neuroprotetor. Apesar do avanço das pesquisas, especialistas destacam que o uso deve ser feito com cautela.
Acompanhamento médico é essencial
A indicação do tratamento deve considerar as particularidades de cada paciente, com avaliação individualizada e acompanhamento profissional. A dosagem e a condução terapêutica exigem critérios técnicos e ajustes progressivos, evitando riscos e garantindo maior segurança no uso.
A ampliação do debate sobre o tema reflete o avanço da ciência na busca por alternativas que contribuam para o desenvolvimento e o bem-estar de pessoas com síndrome de Down.
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