Saúde • 12:10h • 16 de novembro de 2025
Estudo descarta relação entre uso de paracetamol e autismo
Análise publicada na revista BMJ revisa pesquisas anteriores e conclui que não há evidências de ligação entre o uso do medicamento na gravidez e o autismo
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações do CFF | Foto: Arquivo Âncora1
Um estudo de grande porte publicado nesta segunda-feira pela revista científica BMJ concluiu que não há evidências que relacionem o uso de paracetamol durante a gravidez ao desenvolvimento do transtorno do espectro autista (TEA) nas crianças.
De acordo com os autores, os dados disponíveis até agora são insuficientes para sustentar qualquer ligação entre a exposição ao medicamento no útero e o surgimento de TEA ou transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) na infância.
O levantamento, descrito como uma “revisão guarda-chuva”, reuniu e analisou os resultados de diversos estudos já publicados sobre o tema, oferecendo uma visão mais ampla e atualizada das pesquisas existentes. Trabalhos anteriores que apontavam uma possível associação apresentavam baixa qualidade ou falhas metodológicas, como a falta de controle para fatores genéticos e condições de saúde maternas.
A pesquisa também responde a declarações recentes do ex-presidente Donald Trump, que desencorajou o uso do medicamento por gestantes. Após a repercussão, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reafirmou que não há comprovação científica de relação entre o paracetamol e o autismo.
Especialistas elogiaram a metodologia do estudo. Para Dimitrios Sassiakos, professor de obstetrícia da University College London, o trabalho “confirma o que especialistas afirmam em todo o mundo: não há evidências de que o paracetamol represente risco para o desenvolvimento neurológico das crianças”.
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